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9/02/13

Teologia: O ser e o Ter

O ser e o ter: Á luz da Teologia

Hoje, como no passado, a criatura humana sofre as mesmas necessidades, possui os mesmos conflitos, agasalha dentro de si as mesmas inquietações, diferenciadas, é lógico, pelas circunstâncias de tempo e de condicionamento de técnica.

Um dos mais constantes problemas que permeia o Espírito é a dificuldade de estabelecer uma relação harmoniosa entre o ter e o ser. Em diversas épocas da Humanidade formularam-se e discutiram-se teorias acerca da posse dos bens terrenos, sua necessidade para o Homem e sua moralidade perante as leis de Deus.

Aristóteles, o eminente filósofo grego da Antigüidade (384/322 a.C.), em sua obra Política, preceituava que o ser humano, para ser virtuoso, necessitava possuir alguns Bens, que seriam os do Espírito, do corpo e das coisas exteriores, sem os quais germens criminológicos poderiam levá-lo ao desequilíbrio.

A religião, em suas diversas épocas e tendências ideológicas, ora pregava que aqueles que possuíssem bens materiais não entrariam no Reino dos Céus e ainda queimariam no fogo do Inferno, fazendo apologia da escassez ou da miséria, na busca da realização pessoal; ora pregava que se reconheciam os escolhidos de Deus por serem bem sucedidos na vida sócio-econômica.

"A psicologia sociológica do passado recomendava a posse como forma de segurança. A felicidade era medida em razão dos haveres acumulados, e a tranqüilidade se apresentava como sendo a falta de preocupação em relação ao presente como ao futuro.

Aguardar uma velhice descansada, sem problemas financeiros, impunha-se como a grande meta a conquistar" 1

Mais recentemente, com a era tecnológica, apregoa-se a necessidade de possuir a maior quantidade possível de recursos materiais, tendo desde o essencial até ao supérfluo, sem se importar com a utilidade de tais aquisições, pois o importante é consumir e consumir.

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, assevera que os bens terrenos são poderosos elementos do progresso do Espírito, proporcionando o progresso intelectual e por conseqüência o progresso moral.

A posse é, segundo a Doutrina Espírita, uma necessidade que atende objetivos próprios, que não são únicos e exclusivos. O Espiritismo, portanto, não coloca o ter como causa imediata da felicidade, e sim como um meio e instrumento para atingir tal intento, criando condições para o indivíduo se educar e transformar os sentimentos conflituosos em harmoniosos, renovando-se intimamente.

Quando o indivíduo se encontra em estágio de infância psicológica, sendo egocêntrico e ególatra, cria mecanismos escapistas da personalidade, desumanizando-se e passando a categoria de semideus, desvelando caprichos infantis, irresponsáveis, que se impõem, satisfazendo as frustrações.

Revertendo esse quadro através da educação, metodologia da convivência humana e situações em que a Vida impõe mudanças, estrutura-se uma consciência de ser, antes de ter; de ser, ao invés de poder; de ser, embora a preocupação de parecer.

Sendo assim, o ter é elemento para ser, desde que não se abuse dele tornando-o pernicioso e prejudicial ao Espírito. Aplicando tais recursos de maneira sensata e lúcida experimenta o júbilo da realização, a imensa alegria do serviço, exteriorizada no bem estar que proporciona. Adquirindo, a pouco e pouco, a consciência de si mesmo, que é a meta existencial, consegue discernir entre o ter e o ser, vibrando o auto-amor que desdobra a bondade, a compaixão, a ação benéfica em favor do próximo.

Filosofia: Ter ou Ser

Ter ou Ser?
Erich Fromm


Ter ou Ser?
Erich Fromm
No sentido e com o objetivo em mente de abordar e ampliar temas
humanísticos de caráter filosófico e holístico vou fazer um resumo de uma obra
sobre dois conceitos tão fundamentais que estamos em permanente imersão
com eles diariamente. Tais conceitos expressam-se tão simplesmente por TER
e SER .
O principal objetivo deste resumo é introduzir a análise de dois modos básicos
de estar no mundo : o modo TER e o modo SER.
"Somos uma sociedade de gente visivelmente infeliz: sós, ansiosos,
deprimidos, destrutivos, dependentes – gente que se alegra quando matou o
tempo que tão desesperadamente tentamos poupar.
A nossa experiência social é a maior alguma vez feita no sentido de resolver a
questão de se o prazer poderá ou não ser uma resposta satisfatória para o
problema da existência humana. Pela primeira vez na História, a satisfação do
prazer não constitui apenas o privilégio de uma minoria. Tornou-se acessível a
mais de metade da população. Ser egoísta não se relaciona apenas com o
meu comportamento mas com o meu caráter. Ou seja : que quero tudo para
mim; que me dá prazer possuir e não partilhar; que devo tornar-me ávido,
porque, se o meu objetivo é ter, eu sou tanto mais quanto mais tiver; que devo
sentir todos os outros como meus adversários: os meus clientes a quem devo
iludir, os meus concorrentes a quem devo destruir, os meus trabalhadores que
pretendo explorar. Nunca poderei estar satisfeito, porque não existe fim para os
meus desejos; devo sentir inveja daqueles que têm mais e receio daqueles que
têm menos. Mas tenho de reprimir todos estes sentimentos para poder revelarme (aos outros e a mim próprio) como o ser humano sorridente, racional,
sincero e amável que toda a gente pretende ser.
"A paixão pelo ter conduzirá a uma interminável luta de classes.
Na sociedade medieval, como em muitas outras altamente desenvolvidas e
também nas sociedades primitivas, o comportamento econômico era
determinado pelos princípios éticos. O capitalismo do século XVIII foi sujeito a
uma mudança radical: o comportamento econômico foi separado dos valores
éticos e humanos. Com efeito, a máquina econômica devia ser uma entidade
autônoma, independente das necessidades e desejos do Homem. Foi um
sistema que decorreu naturalmente e de acordo com as suas próprias leis. O
sofrimento dos trabalhadores, assim como a destruição de um número sempre
crescente de pequenas empresas em nome do crescimento de corporações
cada vez maiores, foi uma necessidade que, ainda que pudesse ser lamentada,
havia que aceitar como o resultado de uma lei natural.
" O desenvolvimento deste sistema econômico não era já determinado pela
pergunta: O que é bom para o Homem? Mas por uma outra: O que é bom para
o crescimento do sistema?
Não é de considerar menos importante um outro fator: a relação das pessoas
com a Natureza tornou-se profundamente hostil. Sendo, como somos,
«fenômenos da Natureza», existindo dentro dela pelas próprias condições do
nosso ser e transcendendo-a pela dádiva da razão, tentamos resolver o
problema existencial desistindo da visão messiânica da harmonia entre a
Natureza e a Humanidade, optando por conquistá-la, transformá-la, de acordo
com os nossos interesses, até que essa conquista se tornou cada vez mais
semelhante à destruição. O nosso espírito de conquista e a nossa hostilidade
cegaram-nos para os fatos de que as fontes naturais têm os seus limites e
podem eventualmente esgotar-se, e de que a Natureza pode voltar-se contra a
violação humana.
A Sociedade Industrial despreza a Natureza. Uma nova sociedade só é
possível se ao longo do processo do seu desenvolvimento surgir um novo ser
humano, ou, em termos mais simples, se uma mudança fundamental ocorrer
na estrutura do caráter do Homem contemporâneo. Pela primeira vez na
história a sobrevivência física da raça humana depende de uma alteração
profunda do coração do Homem. Todavia, essa mudança terá de acompanhar
a dimensão das alterações econômicas e sociais ocorridas, capazes de dar ao
coração humano uma hipótese de mudar e coragem para o conseguir."
Numa cultura em que o objetivo supremo é o TER e ter cada vez mais até
parece uma função normal da vida que para viver necessitemos de ter coisas.
"TER e SER são dois modos fundamentais de experiência , a energia
específica de cada um determina as diferenças entre o caráter dos indivíduos e
os vários tipos de caráter social.
A grande diferença entre ser e ter é a que se estabelece entre uma sociedade
centrada sobre as pessoas e uma sociedade centrada sobre as coisas.
Imaginemos um indivíduo que procura a ajuda de um psicanalista e que
começa assim o seu discurso: « Doutor, tenho um problema; tenho insônias e
apesar de ter uma boa casa, uns filhos adoráveis e um bom casamento, tenho
muitas preocupações.»
O estilo do discurso mais recente indica o predominante grau de alienação. Ao
afirmar «Eu tenho um problema» em vez de « Estou preocupado» a
experiência subjetiva é eliminada: o eu ligado à experiência passa a ligar-se à
posse. Transformei o meu sentimento em qualquer coisa que possuo: o
problema. Mas «problema» é um termo abstrato para todos os tipos de
dificuldades. Eu não posso ter um problema porque ele não é uma coisa que
eu possua; todavia, ele pode possuir-me. Ou seja, eu transformei-me num
«problema» e estou agora à mercê daquilo que criei. Este tipo de linguagem
denuncia uma alienação inconsciente."
" Um exemplo simples do modo de existência ser ou estar é referir uma outra
manifestação do estar – a da incorporação. Incorporar uma coisa, por exemplo,
comendo-a ou bebendo-a, é uma forma arcaica de possuir. Até certo ponto,
durante a seu desenvolvimento, todas as crianças têm tendência a levar à boca
aquilo que desejam. Esta é a forma infantil de tomar posse, quando o
desenvolvimento físico não lhes permite ter outras formas de controlar os seus
haveres.
Consumir é uma forma de ter e talvez a mais importante de todas na atual
sociedade industrial da abundância. Consumir tem características ambíguas:
liberta a ansiedade, dado que aquilo que se tem não nos pode ser retirado;
mas ao mesmo tempo exige que se consuma cada vez mais, porque tudo o
que se consumiu depressa perde o seu caráter satisfatório. Os modernos
consumidores podem identificar-se pela seguinte fórmula: Eu sou igual ao que
tenho e ao que consumo."
" O principal motivo pelo qual raramente vemos sinais do modo ser de
existência, resulta do fato de vivermos numa sociedade voltada para a
aquisição de bens e obtenção de lucros.
Os estudantes que se incluem no modo ter de existência, ouvem uma lição,
escutando as palavras e entendendo a sua estrutura lógica e o seu significado.
Mas o conteúdo não passou a fazer parte do seu sistema individual de
pensamento, enriquecendo-o e ampliando-o.
A memória confiada ao papel é outra forma de alienar a lembrança. O escrever
tudo aquilo de que queremos lembrar-nos dá-nos a certeza de ter essa
informação e não tentamos gravá-la no cérebro. Estamos seguros da nossa
posse; só que, quando acontece perdermos as nossas notas, perdemos
igualmente a nossa memória de informações. A capacidade de lembrar
abandonou-nos, quando o nosso banco de memórias se tornou uma parte
exterior a nós, sob a forma de apontamentos.
Se considerarmos a multidão de informações que na sociedade
contemporânea é necessário reter, teremos de considerar que uma certa dose
de apontamentos e referências depositadas em livros é inevitável.
Curiosamente alguns indivíduos analfabetos, ou que escrevem pouco, têm
memórias, de longe, superiores, aos habitantes instruídos dos países
industrializados. Entre outros fatos, isto sugere-nos que a instrução não
constitui de forma alguma a tão alardeada benção, principalmente quando é
utilizada na leitura de matérias que empobrecem a capacidade de experimentar
e de imaginar."
"Durante um diálogo enquanto as pessoas do ter confiam no que possuem , as
do ser confiam no que são , de que estão vivas e de que algo de novo irá
nascer, se tiverem coragem de se soltar e responder. Tornam-se totalmente
vivos durante a conversa, porque não são sufocados pela preocupação ansiosa
daquilo que têm. A sua vivacidade é contagiosa e muitas vezes ajuda a outra
pessoa a ultrapassar o seu egocentrismo.
O que é verdade para o diálogo é igualmente verdade para a leitura, que é – ou
deveria ser – uma conversa entre o autor e o leitor. É claro que na leitura (do
mesmo modo que na conversa) é importante quem estamos a ler (ou com
quem estamos a falar).
Outra diferença entre os modos de ter e ser encontra-se na forma como é
exercida a autoridade.
Antes de entendermos a autoridade nos dois modos, há que reconhecer que
«autoridade» é um termo com dois sentidos totalmente diferentes: tanto pode
ser «racional», como «irracional». A autoridade «racional» baseia-se na
competência e ajuda a pessoa , que com ela aprende, a crescer. A autoridade
«irracional» assenta no poder e serve para explorar o indivíduo que a ela está
sujeito.
A autoridade segundo o modo ser, assenta, não apenas na competência que o
indivíduo possui para executar determinadas tarefas, mas em igual medida, na
própria essência de uma personalidade que atingiu um elevado grau de
evolução e integração. Tais seres irradiam autoridade e não necessitam de dar
ordens, ameaçar ou subornar. São indivíduos altamente desenvolvidos que
demonstram, através do que são- e não pelo que dizem ou fazem – tudo o que
os seres humanos podem vir a ser."
Ter conhecimento e saber
"A diferença entre os modos de ter e ser na área do conhecimento é formulada
em duas expressões: «eu tenho conhecimento» e « eu sei».Ter conhecimento
é tomar posse e manter o conhecimento disponível (informação); Saber é
fundamental e serve apenas como um meio durante o processo de
pensamento criativo.
O Amor
O amor tem igualmente dois significados, que dependem de nos referirmos ao
modo ter ou ser.
Pode ter-se amor? Para que tal fosse possível, ele teria de ser uma coisa, uma
substância passível de ser possuída. A verdade é que não existe essa coisa
chamada «amor». «Amor» é uma abstração, talvez uma deusa ou um ser de
natureza diferente, embora nunca ninguém o tenha visto. Na verdade existe
apenas o ato de amor. Amar é uma atividade criadora. Supõe preocupação
com o outro, conhecimento, resposta, afirmação, gosto pela pessoa, a árvore, o
quadro ou a idéia que se ama. Implica trazer à vida, aumentar a alegria, dele
ou dela. É um processo de auto-renovação e auto-crescimento."
" As normas pelas quais a sociedade se rege, moldam também os traços de
caráter social dos seus membros. Numa sociedade industrial eles são: o desejo
de adquirir propriedades, de as manter e de as aumentar, ou seja, de extrair
delas o lucro, e os proprietários são admirados e invejados como seres
superiores. Mas a grande maioria das pessoas não tem qualquer propriedade
no sentido de capital e de bens capitais e uma questão intrigante se coloca:
como podem tais pessoas satisfazer ou mesmo enfrentar a sua ânsia de
aquisição e posse de propriedade, ou como se podem sentir possuidores
quando não têm absolutamente nada que lhes permita, neste contexto,
referenciarem-se.
É claro que a resposta óbvia é que mesmo os indivíduos pobres em
propriedades possuem qualquer coisa, e prendem-se às suas pequenas
posses do mesmo modo que os donos do capital se prendem às suas. E tal
como eles, os pobres vivem obcecados pelo desejo de preservar o que têm e
de o ver aumentado, ainda que uma quantia ínfima (poupando um escudo aqui
, um escudo ali).
Talvez a maior satisfação não resida tanto na posse de bens materiais quanto
na de seres vivos. Numa sociedade patriarcal, até o mais pobre dos homens da
classe mais miserável pode ser proprietário, no seu relacionamento com a
mulher, os filhos, os animais, em relação aos quais se sente dono absoluto.
Quer o objeto que se adquire seja um automóvel, um vestido ou um acessório,
após algum tempo de uso, as pessoas cansam-se dele e é mais atraente
desfazer-se do «antigo» e comprar o «último modelo». Aquisição posse e uso
transitório deitar fora (ou, se possível, troca vantajosa por um modelo melhor)
nova aquisição, constituem o ciclo vicioso da compra consumista, e o lema
de hoje, poderia ser:«O novo é belo».
Talvez o exemplo mais gritante do fenômeno do consumismo seja o automóvel
privado. O nosso tempo merece ser apelidado de «Idade do Automóvel», pois
toda a sua economia tem sido construída à volta da sua produção, e toda a
nossa vida é, em grande parte, determinada pela subida e descida do mercado
de consumo automóvel.
O sentimento de propriedade manifesta-se, igualmente, noutros tipos de
relação, por exemplo, para os médicos, dentistas, advogados, patrões,
trabalhadores. As pessoas no seu discurso referem-se a eles como «o meu
médico», «o meu dentista», «os meus empregados», etc., mas para além da
sua atitude de posse em relação aos outros seres humanos, experimentam,
igualmente, esta atitude com um número infindável de objetos. Vejamos, por
exemplo, a saúde e a doença. Cada um fala da sua saúde com um absoluto
sentimento de propriedade, referindo-se às suas doenças, às suas operações,
aos seus tratamentos, aos seus medicamentos, às suas dietas. Consideram
claramente a saúde e a doença como propriedades.
Ainda que me pareça ter tudo, eu não tenho – na realidade – nada, dado que
as minhas posses e o meu controlo sobre um objeto não passam de um
momento transitório durante o processo de viver.
Em resumo, a frequência e intensidade do desejo de partilhar, dar e sacrificar
não devem surpreender-nos se levarmos em conta as condições de existência
da espécie humana. O que é surpreendente é o fato de esta necessidade ter
podido ser reprimida ao ponto de fazer dos atos de egoísmo a regra, nas
sociedades industriais e de fatos de solidariedade a exceção. Mas,
paradoxalmente, este mesmo fenômeno é causado pela necessidade de união.
Uma sociedade cujos princípios são a aquisição, o lucro e a propriedade,
produz um caráter social orientado para o ter e, uma vez estabelecido o padrão
dominante, ninguém quer um marginal ou um proscrito; a fim de evitar este
risco, todos se adaptam à maioria, que tem apenas em comum o antagonismo
mútuo.
Como consequência desta atitude preponderante de egoísmo, os dirigentes da
nossa sociedade acreditam que as pessoas podem ser motivadas apenas pelo
incentivo de vantagens materiais, ou seja, através de recompensas e que não
reagirão aos apelos da solidariedade e do sacrifício. Portanto, com exceções
dos tempos de guerra, estes apelos raramente são feitos, e as hipóteses de
observar os possíveis resultados perdem-se por completo.
Apenas uma estrutura sócio-econômica e um quadro da natureza humana
radicalmente diferentes poderiam mostrar outra maneira de influenciar
positivamente as pessoas.

Noções de direito: O ser e o Ter

O Ser e o Ter: a sua Importância na Formação da Moral do Direito


A sociedade passa por várias transformações, sobretudo, no campo das relações humanas. Atualmente, o ser humano tem privilegiado o “Ter”, como sinônimo de grande apego  aos bens  materiais, e não se preocupa  com o “Ser”, que se pode definir como a  busca de virtudes. Dá-se maior valor àquilo que o dinheiro  pode comprar, as pessoas valem pelo patrimônio material que têm e não pelas qualidades que possuem.
Na tabela de valores, a vida está no topo, é o bem mais precioso tutelado. É preciso ressaltar a importância da família, é nesta que tudo surge e consolida, assim como a formação do caráter  moral dos filhos.
 O  Ser  humano nasce  inserto no seio familiar, estrutura básica social, de onde se  inicia  a moldagem de  suas  potencialidades com o propósito  da convivência em sociedade  e na busca  de sua realização pessoal; Os pais,   como totais responsáveis  na formação moral  dos filhos, onde há  uma relação de equilíbrio entre o material e a moral,  o “Ser”  representando o afeto e o material o “Ter”.            
 De  forma simplificada,  pode-se  explicar  da  seguinte maneira; sabe-se   que o recém- nascido obtém satisfação de suas necessidades através  dos cuidados de sua mãe, ou de quem desempenha o papel. Tal atividade garante a formação das primeiras relações sociais da pessoa com o mundo e o cultivo de virtudes que possibilitem conhecer a natureza  da existência  no mesmo. Pais que optam por certos valores e se comprometeram com eles, cada filho que vem ao mundo  não tem que desenvolver a tarefa hercúlea e problemática de tratar de descobrir, porque com valores adquiridos  vale a pena arriscar e viver a vida.
A descoberta de verdadeiros valores humanos tem uma grande  importância  para a motivação  da vontade humana; Optar por certos valores significa escolher, entre os melhores, aqueles que mais convenham em uma família concreta com as circunstâncias atuais para o desenvolvimento pessoal de cada membro e para a melhoria familiar.
Descrever o “Ser” e o “Ter”, é uma relação dentro de uma sociedade atual modificada pela globalização, pelo capitalismo, fazendo com que o comportamento econômico sendo desmembrado  dos valores éticos e humanos, uma sociedade industrial  que despreza a natureza, onde que “estar  junto” e sem necessário se compreender e nenhuma necessidade compartilhada. Numa cultura em que o objetivo supremo é o “Ter” e ter cada vez mais até parece uma função normal da vida, “Ter” e “Ser” são dois mudos fundamentais de experiência, a energia de cada um determina as diferenças entre o caráter dos indivíduos e os vários  tipos  de caracteres sociais.
A grande diferença  entre o “Ser” e “Ter”  é  que se estabelece uma sociedade centrada sobre as pessoas e uma sociedade centrada sobre as coisas. A busca de um padrão humano querendo ser “mito”, conflitos  interiores, falta de harmonia em relação ao corpo e pele e constante moldagem da imagem perfeita  para si .
O “Ter” quando não alçado, sua transcendência faz-se remeter  a sérias barbáries, suicídios decorrentes de frações, é consequência deste excessivo rigor com que se impõe o êxito de uma cultura  que não deixa espaço para erros. Há que se desencadear  uma sanidade  mental, suportar a pluralidade, uma limpidez de consciência que permita enxergar a realidade sem distorção, saber que as virtudes afastam o sofrimento quando ele é necessário e dão forças para suportá-lo quando ele é inevitável. Considerar  as condições da existência com a vida devida sensatez, agir movido por sentimentos nobres seguindo a premissa de que foram feitas para vida, não a vida  para as coisas, valorizando o código de ética que preze a amizade e encontrar a paz e harmonia que devem ser o objetivo maior  do ser humano para o bem da própria humanidade. 

8/20/13

História da música: ALAGADOS ( Paralamas do sucesso)

Análise Filosófica e Social da música Alagados
                                         ( Paralamas do sucesso)


Em “Alagados” o Herbert Viana faz uma crítica social ao capitalismo selvagem, porquanto sabemos o quanto este sistema é injusto com as pessoas desfavorecidas financeiramente.
Como pano de fundo ele usou as imagens dos grandes bolsões de miséria instalados em orlas paradisíacas existentes mundo afora como a favela dos Alagados, em Salvador; a favela de Trenchtown, em Kingston, capital da Jamaica; e a favela da Maré, no Rio de Janeiro. Esta escolha é proposital justamente para mostrar o contraste entre a alegria (estas três cidades são sinônimos de festa) e a tristeza (a situação deprimente dos moradores dessas favelas).
Na primeira estrofe ele mostra que para as pessoas que vivem nessas condições subumanas, o amanhecer de um dia já é um grande desafio, pois o despertar lhes tira do mundo das fantasias (os sonhos) para as suas duras e miseráveis realidades, aqui exemplificadas por palafitas, trapiches e farrapos. Além, é claro, dos filhos (nestes conglomerados, invariavelmente, a quantidade de crianças é imensa, sendo estas as principais vítimas do descaso).
Na segunda estrofe, para fixar a insensibilidade das autoridades, o Herbert usou uma imagem forte: a figura do Cristo de braços abertos, tão explorada pelos governantes do Rio de Janeiro como um símbolo de acolhimento, na verdade é uma falácia, pois a triste realidade daquelas pessoas mostra que a cidade (a sociedade) além de não acolhê-las, abandonou-as à própria sorte.
Então, onde está escrito “A esperança não vem do mar, VEM das antenas de TV” (dando a entender que as pessoas se iludem através das imagens da TV), na verdade, o texto correto é: “A esperança não vem do mar, NEM das antenas de TV” (garantindo que a resolução daqueles problemas não virá por essas opções) o que, obviamente, muda totalmente o sentido de análise.
Assim, percebemos que ele usa o refrão para, além da crítica social, também fazer um alerta àquelas pessoas: se elas quiserem realmente que a justiça social lhes seja feita elas têm que ir à luta, pois a esperança de justiça tão esperada não virá daquele mar à sua frente, muito menos virá por intermédio das antenas de TV (a televisão, sabemos, é um mundo de fantasias), ou seja, nada do que almejam cairá do céu Nos dois últimos versos ele mostra que é necessário se ter fé (a arte de viver baseia-se na fé), mas também mostra o seu ceticismo em relação às autoridades e à burguesia (só não se sabe fé em quê).
 Resumindo :
Temos 5 opções sobre a interpretação da música.

a) fazer uma crítica social em relação à difícil situação do povo, que não tem condições mínimas de moradia e emprego;

b) criticar as religiões, que se servem da fé para incitar os fiéis das classes menos favorecidas à alienação;

c) recriar de forma metafórica a realidade brasileira daqueles que, sem acesso à educação, se mantêm cada vez mais à margem da sociedade, sem oportunidades reais de melhoria de vida, se resignam simplesmente, apelando à fé e à televisão como paliativos à sua condição;

d) criticar as novelas e programas televisivos, que servem apenas para desviar a atenção do povo dos problemas reais e dissimular a vida difícil da maioria da população, que vive em favelas, trapiches ou mesmo pelas ruas;

e) fazer um paralelo ressaltando o contraste oferecido pela esperança simbolizada no Cristo Redentor e a dura realidade da vida no Rio de Janeiro, assim como nas grandes cidades brasileiras de forma geral.

8/17/13

Arte: Musical Singin' in the Rain

Singin' in the Rain (no BrasilCantando na Chuva e em PortugalSerenata à Chuva) é um filme estadunidense estrelado por Gene Kelly. O filme, e especialmente a sequência de Kelly cantando (e dançando) na chuva, são amplamente conhecidos. Singin' in the Rain teve um reinterpretação por Stanley Kubrick em A Clockwork Orange (Laranja Mecânica no Brasil) em que o personagem principal "Alex" (interpretado por Malcolm Mcdowell) dá uma nova visão a música que ficou famosa como um tema leve e alegre, bem diferente do filme de Kubrick em que ela é cantada enquanto Alex espanca um homem e violenta sua esposa. Também teve uma paródia no final do episódio "Ghost não se discute" do programa Sai de Baixo.
O filme ocupa a primeira colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.
Cantando na Chuva (Singin' in the Rain) é um filme de comédia americano 1952 musical dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen, estrelado porGene KellyDonald O'Connor e Debbie Reynolds, e coreografado por Gene Kelly. Ele oferece um retrato alegre de Hollywood, com as três estrelas retratando artistas apanhados na transição do cinema mudo para "talkies". O filme foi um sucesso modesto quando lançado pela primeira vez, com vitória de O'Connor Melhor Ator no Globo de Ouro e Comden e Green vitória no Writers Guild of America Prêmios sendo as únicas grandes reconhecimentos. No entanto, foi-lhe conferido o status legendário por críticos contemporâneos. Agora, é frequentemente descrito como um dos melhores musicais de todos os tempos, superando o 100 AFI Anos de lista Musicais, e ocupando a quinta posição em sua lista atualizada dos maiores filmes americanos em 2007.

8/16/13

Arte: Arte Brasileira

As heranças culturais e artísticas brasileiras foram originadas, primordialmente, de três fontes: indígena, portuguesa e africana.
Arte Indígena
Além de não ter sido reconhecida como arte, a produção artística indígena da época do descobrimento não foi respeitada. Os nativos brasileiros usavam penas e plumas para adornos corporais e faziam utensílios de barro, fibras, sementes e outros materiais.
As casas (ocas) eram feitas com varas, cobertas com palhas ou folhas e abrigavam várias famílias (cerca de 300 pessoas).
Eles utilizavam (e algumas tribos o fazem até hoje) diversos materiais da natureza para ajudar na caça e na pesca. As cestas de fibras trançadas, por exemplo, são úteis para o transporte de frutas e pescado. Cada tribo tem uma forma diferente de trabalhar com os materiais. Os índios que habitaram a ilha de Marajó, no Pará, deixaram notável produção em cerâmica, conhecida como arte marajoara. As obras incluem estátuas, adornos labiais e auriculares, urnas funerárias e tangas.
A pintura corporal indígena é uma arte que serve também para a identidade da tribo. Eles usavam três cores básicas: vermelho da semente de urucum, preto do suco do jenipapo e branco da tabatinga. Os desenhos costumam ser em padrões geométricos ou signos convencionais. Os índios também faziam máscaras para danças e rituais. Algumas tribos ainda vivem isoladas e tentam manter suas tradições intactas.
Arte PortuguesaOs colonizadores portugueses implantaram no Brasil a sua religião, sua língua, seu vestuário… Além de explorar as riquezas brasileiras, os portugueses impuseram sua cultura em troca do que chamavam de desenvolvimento. A arte produzida na época era produzida pelos colégios da Companhia de Jesus (congregação religiosa católica missionária).
Arte AfricanaPara o funcionamento dos engenhos de açúcar, foram trazidos os africanos escravizados. Além de sua força braçal, os africanos trouxeram também sua cultura, com músicas e danças, comidas típicas e religiões próprias. Os africanos influenciaram também a arquitetura popular. Exemplos da cultura hoje chamada de afro-brasileira são a capoeira, o candomblé e o vatapá.
HolandesesA Holanda invadiu Salvador, na Bahia, (de 1624 a 1625) e as cidades de Olinda e Recife, em Pernambuco (de 1630 a 1954). Maurício de Nassau mandou construir, em 1637, a Cidade Maurícia em uma parte de Recife. Para isso, trouxe o arquiteto Pieter Post, acompanhado de seu irmão Frans Post e Albert Eckhout, ambos pintores naturalistas.
As obras de Frans Post exibem paisagens, a cidade e os engenhos vistos de longe enquanto que Albert Eckhout prefere natureza morta e pessoas locais retratadas como se vistas de perto. Maurício de Nassau foi o responsável pelo planejamento urbano de Recife, que recebeu estradas, pontes, diques, jardins (botânico e zoológico), palácios e museus. Além disso, Maurício também organizou sistemas de serviços básicos como o de coleta de lixo.
Barroco
Os holandeses foram expulsos em 1654 e o comercio açucareiro estava em decadência. Houve incentivo à busca pelo ouro, que atraiu diversos profissionais interessados nas riquezas brasileiras. Estes comerciantes, arquitetos, pintores e escultores trouxeram o estilo Barroco, que ainda vigorava na Europa. No Barroco brasileiro, a arquitetura teve bastante destaque. Assim como na Europa, também no Brasil os temas do estilo Barroco eram religiosos. Nas igrejas, as paredes de madeira entalhada eram recobertas com ouro e as esculturas, de madeira, eram pintadas.
As fachadas das igrejas eram simples, mas os interiores eram ricamente decorados. Usavam-se cores vibrantes e fortes, e predominava a pintura em afresco ao invés de cavalete. Como não se dava muita importância para a autoria das obras, muitas são anônimas.
O estilo Barroco varia conforme a região. Em Minas Gerais, por exemplo, por ser uma região afastada do litoral e isolada por montanhas, o Barroco teve características mais originais e menos suntuosas.
Os artistas que conhecemos da época são Mestre Ataíde e Aleijadinho. Manuel da Costa Ataíde fez afrescos em tetos de igrejas e algumas de suas figuras sacras tinham traços mestiços. Fez também painéis e iluminuras em manuscritos.
Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) era autodidata: aprendeu com livros e com o pai arquiteto. Viveu em Ouro Preto, Minas Gerais. Fez projetos arquitetônicos, entalhes e esculturas, área em que mereceu grande destaque. Esculpia figuras religiosas em pedra-sabão e madeira.
Os escritores do estilo Barroco usam jogo de palavras (cultismo) e de ideias e conceitos (conceptismo). Isso é reflexo do conflito entre as ideias renascentistas e as católicas. Na literatura barroca é frequente também o uso de várias figuras de linguagem como metáforas, antíteses e paradoxos.
O Barroco foi introduzido no Brasil pelos jesuítas, para a catequização. Para fins didáticos, o Barroco começa em 1601, com a publicação do poema Prosopopeia, de Bento Teixeira. Gregório de Matos Guerra também destacou-se na poesia e o padre Antônio Vieira na prosa, com os Sermões.
Os temas costumavam tratar da fugacidade da vida, do tempo como agente da morte e da dissolução das coisas, do castigo como decorrência do pecado e do arrependimento, num evidente apelo à religião. É frequente o conflito entre corpo e alma.
Há também exemplos de narrativas de cenas trágicas, eróticas e místicas. Gregório de Matos, apelidado de Boca do Inferno, deixou uma obra de temática ampla: poemas religiosos, satíricos, eróticos e líricos.
Missão francesaApoiados pelo rei D. João VI, um grupo de artistas franceses veio para o Brasil, em 1816, com o objetivo de institucionalizar a arte brasileira. Mas demorou dez anos para que eles conseguissem vencer o estilo Barroco dominante e implantar o estilo Neoclássico do Academicismo.
Joachim Lebreton era o líder e tinha um projeto de metodologia de ensino para aplicar no Brasil. Com ele vieram os pintores Jean-Baptiste Debret, Nicolas-Antoine Taunay, seu irmão escultor Auguste-Marie Taunay e o arquiteto Grandjean de Montigny, além de pedreiros, gravadores, ferreiros e outros profissionais.






Filosofia ética:Yahoo respostas: (Pérolas)

Porque minha esposa briga tanto comigo ?

Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim enquanto eu passava pelos canais.
Ela perguntou, "O que tem na TV?
"Eu disse, "Poeira. "
E a briga começou...

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Minha esposa estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário que estava próximo.
Ela disse, "Quero algo brilhante que vá de 0 a 200 em cerca de 3 segundos. "
Eu comprei uma balança para ela.
E então a briga começou...

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Quando cheguei em casa ontem a noite, minha esposa exigiu que a levasse a algum lugar caro.
Então eu a levei ao posto de gasolina.
E então a briga começou...

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Minha esposa e eu estavamos sentados numa mesa na minha reunião de colegial,
e eu fiquei olhando para uma moça bêbada que balançava seu drinque enquanto estava sozinha numa mesa próxima.
Minha esposa perguntou, "Você a conhece ?"
"Sim," disse eu, "Ela é minha antiga namorada....Eu sei que ela começou a beber logo depois que nos separamos há tantos anos, e pelo que sei ela nunca mais ficou sóbria."
"Meu Deus!", disse minha esposa, "quem pensaria que uma pessoa poderia ficar celebrando por tanto tempo?"
E então a briga começou...

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Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício.
A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade.
Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa.
Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois.
A mulher disse, "Desabotoe sua camisa."

Então, desabotoei minha camisa deixando exposto meus cabelos crespos prateados.
Ela disse, "Este cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para mim," e processou meu benefício.
Quando cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa.
Ela disse, "Por que você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido auxilio-invalidez também.... "
E então a briga começou...

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A mulher esta nua, olhando no espelho do quarto de dormir.
Ela não está feliz com o que vê e diz para o marido, "Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e feia. Eu realmente preciso de um elogio seu. "
O marido retruca, "Sua visão está perto da perfeição. "
E então a briga começou...

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Eu levei minha esposa ao restaurante.
O garçom, por algum motivo, anotou meu pedido primeiro.
"Eu vou querer churrasco mal-passado, por favor."
Ele disse, "Você não está preocupado com a vaca louca ?"
"Não, ela mesma pode fazer seu pedido.."
E então a briga começou...

8/15/13

Etiqueta: Como se comunicar bem

Perder a inibição para falar, falar de improviso, evitar o “branco”, participar facilmente de reuniões. Tudo isto está relacionado à comunicação verbal e podem ser melhorados com técnica, disciplina e treinamento. Para mostrar como é possível aprender como falar bem, facilitando a vida de muita gente, veja algumas dicas:
Como falar bem

1. Seja você mesmo

Naturalidade acima de tudo. Nenhuma técnica poderá ser mais importante que a sua naturalidade. Aprenda, aperfeiçoe, progrida, mas ao falar, seja sempre natural.

2. Pronuncie bem as palavras

Pronuncie completamente todas as palavras. Principalmente não omita a pronúncia dos “s” e “r” finais e dos “i” intermediários. Por exemplo fale primeiro, janeiro, terceiro, precisar, trazer, levamos, e não, janero, tercero, precisá, trazê, levamo.
Pronunciando todos os sons corretamente, a mensagem será melhor compreendida pelos ouvintes e haverá maior valorização da imagem de quem fala. Faça exercícios para melhorar a dicção lendo qualquer texto com o dedo entre os dentes e procurando falar da forma mais clara possível.

3. Fale com boa intensidade

Se falar muito baixo, as pessoas que estiverem distantes não entenderão suas palavras e deixarão de prestar atenção. Também não deverá falar muito alto porque, além de se cansar rapidamente, poderá irritar os ouvintes. Fale numa altura adequada para cada ambiente. Nunca deixe, entretanto, de falar com entusiasmo e vibração. Se não demonstrar interesse por aquilo que transmite, não conseguirá também interessar sua platéia.

4. Fale com boa velocidade

Não fale rápido demais. Se a sua dicção for deficiente será ainda mais grave, já que dificilmente alguém conseguirá entendê-lo. Também não fale muito lentamente, com pausas prolongadas, para não entediar os ouvintes. Use um aparelho gravador para conhecer melhor a velocidade da sua fala e decidir-se pelo melhor estilo.

5. Fale com bom ritmo

Alterne a altura e a velocidade da fala para construir um ritmo agradável de comunicação. Quem se expressa com velocidade e altura constantes acaba por desinteressar os ouvintes, não pela falta de conteúdo, mas pela maneira “descolorida” como se apresenta.

6. Tenha um vocabulário adequado

Um bom vocabulário tem de estar isento do excesso de termos pobres e vulgares, como palavrões e gírias. Por outro lado, não se recomenda um vocabulário repleto de palavras difíceis e quase sempre incompreensíveis. Evite também o vocabulário específico da sua profissão diante de pessoas não familiarizadas com esse tipo de palavreado. Evitando o vocabulário pobre e vulgar, não tendo a preocupação de se expressar com palavras difíceis e reservando o vocabulário profissional dentro da mesma área, você estará desenvolvendo um vocabulário simples, objetivo e suficiente para identificar todas as suas idéias e pensamentos.

7. Cuide da gramática

Um erro gramatical, dependendo da sua gravidade, poderá atrapalhar a apresentação e até mesmo destruir sua imagem. Toda a gramática precisa ser correta, mas principalmente, faça uma revisão de concordância e conjugação de verbos. Muitos hesitam na construção das frases porque têm dúvida sobre a concordância a fazer ou o verbo a conjugar. Além disso, aumente suas leituras de livros de bons autores e observe atentamente a construção das suas frases. A leitura é uma das melhores fontes de aprendizado.

8. Tenha postura correta

Fique sempre bem posicionado. Ao falar, procure não colocar as mãos nos bolsos, nas costas, cruzar os braços, nem se debruce sobre a mesa, cadeira ou tribuna. Deixe os braços naturalmente ao longo do corpo ou acima da linha da cintura e gesticule com moderação. O excesso de gesticulação é mais prejudicial que a falta. Distribua o peso do corpo sobre as duas pernas, evitando o apoio ora sobre uma perna, ora sobre a outra. Essa atitude torna a postura deselegante. Também não fique se movimentando desordenadamente de um lado para o outro e quando estiver parado, não abra demasiadamente as pernas. Só se movimente se pretender se aproximar dos ouvintes ou dar ênfase à determinada informação.
Não relaxe a postura do tronco com os ombros caídos. Poderá passar uma imagem negligente ou de excesso de humildade. Cuidado também para não agir de forma contrária, não levantando demasiadamente a cabeça, nem mantendo rígida a posição do tórax. Poderá passar uma imagem arrogante e prepotente. Deixe o semblante sempre descontraído e, sendo possível, sorridente. Não fale em alegria com a fisionomia fechada, nem em tristeza com a face alegre. Lembre-se sempre que é preciso existir coerência entre o que falamos e o que demonstramos na fisionomia. Ao falar, olhe para todas as pessoas para ter certeza de que estão ouvindo e prestando atenção nas suas palavras. Principalmente ao ler, este cuidado tem de ser redobrado, pois existe sempre a tendência de olhar o tempo todo para o texto, esquecendo a presença de ouvintes.

9. Tenha início, meio e fim

Toda fala, seja numa simples conversa ou numa apresentação para uma grande platéia, precisa ter início, meio e fim.

10. Pratique bastante

Treine bastante e, sempre que puder, aproveite a oportunidade para falar. Não se esqueça também que o bom comunicador deve saber ouvir.

8/12/13

Literatura:Dica Literária e cultural : MACUNAIMA MARIO DE ANDRADE.


Filme e obra de extrema importância mas quase pra não dizer todos os estudantes não conseguem entender,mesmo depois de ler o livro e ver o filme estrelado por Grande Otelo. Se voce viu o filme e não entendeu nada, bem vindo ao clube, passei muitos anos também sem entender até que um dia dando classe de literatura entendi por fim. È simples trata-se de um retrato fiel a nossa cultura, quando surge a literatura brasileira pura, os escritores não conseguiam encontrar algo de fato que identificasse os brasileiros em si, visto que o Brasil comporta várias raças e comportando várias raças abriga várias culturas. se voce visse por exemplo um japonês na rua falando um portugues sem sotaque , aposto que não sabería me dizer se ele é mesmo japonês, brasileiro, sansei,nissei... Foi quando Mario de Andrade percebeu a maneira clara de identificá-lo. Se voce pedir a um ingles que complete a frase: Batatinha quando nasce... ele não respondería mas qualquer brasileiro sabe como termina, e se voce perguntar a um chines o porque que se coloca a vassoura atras da porta ele nunca diria que é para espantar visitas indesejadas. E isso é o brasileiro, um misto de lendas, de folclore, de ditos que vão passando de geração em geração, o filme e o livro é uma colagem de lendas , por isso parece não ter sentido, macunaima nasce negro, depois vive a lenda da fonte que clareava e ele fica branco depois de ser molhado por ela, vem pra cidade e encontra o gigante comedor de gente, vive ditos quando a mãe dele diz:" sonhar com dente morte de parente", vive a lenda do boto quando ele se transforma em principe pra namorar a índia. Depois que você entende o filme , percebe o quanto ele é engraçado, vale a pena rever porque é uma fonte inigualável que melhora nossa cultura a respeito de nós mesmos em 100% confira o filme original de 1969 no youtub. Bom filme!


8/09/13

Francês: Video aula intuitiva


Saúde: Ginástica localizada

Confira também o ponto de vista - Lesões mais comuns e devidas precauções 
Esta atividade tão largamente difundida no Brasil teve sua origem na Ginástica de Academia, a partir de 1930, no estado do Rio de Janeiro.Segundo NOVAES (1996), a primeira academia de ginástica surgiu em meados de 1930 na Rua Duvivier (Copacabana), sob a responsabilidade da Profª Gretch Hillefeld,que se fundamentava no método de Ginástica Analítica, com adaptações às necessidades e características do povo brasileiro.
Como os primeiros professores de Ginástica de Academia no Brasil eram estrangeiros,por muito tempo a tendência foi que os primeiros trabalhos sofressem influências européias da Ginástica Rítmica de Dalcroze, do ballet e da dança moderna.Com o passar dos anos, foram fundamentados trabalhos de acordo com as necessidades do povo brasileiro,desenvolvendo-se métodos próprios voltados aos valores estéticos.
Alguns métodos de origem estrangeira influenciaram diretamente a Ginástica de Academia até ela tomar o formato atual. Nos anos 60 e 70 foi a Calistenia. Nos anos 80 a Ginástica Aeróbica (Alto e Baixo Impacto), seguidos nos anos 90 pelo Step Training. Atualmente a Ginástica Localizada tem sua base na musculação. Vários fatores, tais como cinesiológicos, anatômicos e de melhoria de performance são comuns nestas duas atividades, o que aumenta a correlação entre elas.
Alguns princípios são fundamentais para o planejamento de uma boa aula de Ginástica Localizada:
 Objetivos  Organização das séries Número de grupos musculares Número de subséries Especificidade do movimento  Princípio de sobrecarga
 OBJETIVOS
Devem ser pré-determinados e devem atender as seguintes variáveis:
Grupamentos musculares que serão solicitadosQualidades físicasMateriais utilizados com recursosRitmo dos exercícios (determinado pelo batimento musical)
 ORGANIZAÇÃO DAS SÉRIES
Como é do conhecimento da maioria das pessoas ligadas a atividade física, existem inúmeras técnicas de trabalho muscular, tais como Agonista/Antagonista, Localizadas por Articulação, Simples ou Alternada, Mista, etc... O número de séries e de subséries deverá estar de acordo com o que se pretende trabalhar. Se você quer uma série de força, ela deverá ter poucos repetições com maior carga. Quando o parâmetro a se trabalhar é a resistência, maior número de repetições e pouca carga. Por este motivo é muito importante o planejamento para que seja alcançado o objetivo de cada aula.
 NÚMERO DE GRUPOS MUSCULARES
Deve-se estabelecer o número de grupamentos musculares que serão trabalhados para uma melhor distribuição da carga por grupo solicitado. Pra que isso ocorra é fundamental um bom conhecimento das funções anatômicas e cinesiológicas. Normalmente trabalha-se no máximo 3 grupos por sessão, duas a três vezes por semana para cada grupamento. Na sua tabela de microciclo distribua os grupamentos e avalie se o trabalho muscular está coerente.
 NÚMERO DE SUBSÉRIES
É também fundamental a elaboração coerente do número de séries e repetições que você utilizará em sua aula .Isso dependerá de algumas variáveis, tais como o objetivo da aula, o número de grupamentos e a duração da aula.
 ESPECIFICIDADE DOS MOVIMENTOS
Como o próprio título já sugere, os exercícios devem ser adaptados as necessidades anatômicas do grupamento solicitado. Os exercícios mais comumente utilizados hoje na Ginástica Localizada são coincidentemente os utilizados nas séries de musculação, apenas com a diferença do descanso ativo, mais largamente utilizado nesta atividade. As variações dos exercícios devem sempre obedecer a posições anatômicas específicas para evitar lesões articulares.
 PRINCÍPIO DE SOBRECARGA
Como já sabemos, para se trabalhar com cargas é necessária uma adaptação músculo-tendinosa. A musculatura deve ser adaptada aos poucos as cargas propostas , de maneira que o aumento da força e da resistência seja gradativo e não haja sobrecargas desnecessárias as articulações. Lembre-se que um exercício tecnicamente bem executado oferece maior resultado, mesmo quando trabalhado com cargas inferiores. A segurança no trabalho muscular é fundamental. A saúde muscular depende diretamente de um trabalho bem planejado e executado.
 QUALIDADES FÍSICAS EMPREGADAS
Atualmente, com as novas técnicas de aula influenciadas principalmente pela musculação, as qualidades físicas que podem ser desenvolvidas com a Ginástica Localizada são:
Resistência muscular localizadaResistência ao lactatoAumento da capacidade cardiorrespiratóriaForçaHipertrofia muscularFlexibilidade
A característica física trabalhada está diretamente ligada ao objetivo específico da aula.
 DIVISÃO DE UMA AULA DE GINÁSTICA LOCALIZADA
Atualmente, a divisão ,mais utilizada em uma sessão de Ginástica Localizada é:
AQUECIMENTOPARTE PRINCIPALEXERCÍCIOS DE SOLORELAXAMENTO E VOLTA À CALMA
 AQUECIMENTO
Têm duração de Aproximadamente 10 minutos. É composto por exercícios de pré-aquecimento musculares de baixa intensidade e alongamentos.Os movimentos devem ser feitos de maneira suave e pouca amplitude, visando uma adaptação músculo-articular e orgânica, preparando-se para elevação gradual da freqüência cardíaca e do esforço muscular. Deve ser direcionado aos grupamentos de maior exigência durante a sessão de treinamento. O aumento metabólico deve ser lento e gradual.
 PARTE PRINCIPAL
É a parte mais importante da aula, onde serão trabalhados os grandes grupos musculares.Têm duração de aproximadamente entre 30 e 40 minutos e caracteriza-se pela alta intensidade e aumento significativo dos parâmetros fisiológicos. Utiliza implementos como halteres, caneleiras e barras para exercitar os grandes grupos musculares , tais como Membros inferiores, Membros superiores e Tórax.
 EXERCÍCIOS DE SOLO
São caracteristicamente exercícios para o Abdômen, Glúteos e Adutores. São utilizadas normalmente sobrecargas como caneleiras para aumentar a intensidade do esforço e têm em média 15 a 20 minutos.
 RELAXAMENTO E VOLTA À CALMA
São exercícios de alongamento de leve intensidade e baixa amplitude articular, também conhecida como parte regenerativa da aula. Têm em média 5 a 10 minutos e deve obedecer a uma desaceleração gradual dos parâmetros fisiológicos, tais como a freqüência cardíaca.Nesta parte da aula você deverá proporcionar ao aluno uma recuperação lenta e gradual , reduzindo assim o grau de excitação proporcionado pela parte principal da aula.
 MATERIAL UTILIZADO NAS AULAS
Atualmente existe uma gama de materiais que auxiliam no desempenho do trabalho numa aula de Ginástica Localizada.A criatividade do profissional poderá muito ajudar na elaboração de rotinas que proporcionarão um excelente resultado, tanto estético como fisiológico. Dentre estes materiais estão:
HalteresBarras com anilhasCaneleirasElásticosStepsBarras fixas e paralelasColchonetes
 PLANEJAMENTO E PERIODIZAÇÃO
Os conceitos de fisiologia e os princípios de treinamento desportivo devem estar diretamente ligados a este planejamento. O trabalho de Ginástica Localizada hoje em dia visa o melhoramento de parâmetros funcionais e deve ser bem planejado e executado ao longo do período de treinamento.
Dividindo-se em Macrociclo, Mesociclo e Microciclo, você estará estruturando seu trabalho de maneira a atender aos objetivos propostos. O Macrociclo é a divisão anual do treinamento, composto por Mesociclos que normalmente correspondem às divisões mensais e ao Microciclo, divisões semanais. Nos Microciclos iniciais deve-se periodizar os alunos, ou seja, prepará-los para alcançar seus objetivos. Um trabalho gradual e coerente com certeza fará uma melhor obtenção de resultados posteriores.
 CUIDADOS COM ALUNAS (OS) NOVAS (OS)
A cada dia que passa mais e mais pessoas buscam os benefícios estéticos e físicos proporcionados pelos trabalhos resistidos com pesos. A intensidade das aulas observadas ao longo das diversas academias espalhadas pelo Brasil nos leva a um problema muito comum entre os profissionais da área. Como controlar a atividade de uma aluna (o) nova (o)? A experiência tem mostrado que é muito difícil você manter uma turma com muitos alunos em atividade dinâmica e ao mesmo tempo corrigir e ensinar esta atividade a um aluno novo. Algumas soluções propostas a seguir poderão minimizar estes problemas:
1) Trabalhar sempre com o auxílio de um (a) professor (a) ou uma estagiária (o) para corrigir e orientar especificamente às alunas (os) novas (os);
2) Estabelecer horários específicos para alunas (os) novas (os) para conhecimento das técnicas dos exercícios;
3) Fazer palestras periódicas sobre posições posturais e execução de movimentos.
 CONTROLE DA ATIVIDADE PELA FREQÜÊNCIA CARDÍACA (FC)
Atualmente , com os recursos tecnológicos disponíveis, e muito fácil o controle da FC durante qualquer atividade física, principalmente a Ginástica Localizada. Existem aparatos, como o analisador metabólico TEMM 100 da IMBRASPORT entre outros, que te oferecem a análise do Limiar Anaeróbico que permite o trabalho dentro da zona metabólica desejada com alto índice de acerto. Isso possibilita não só um maior controle do aluno, assim como estabelecer metas muito mais eficazes. O POLAR, relógio com frequencímetro, também muito auxilia neste processo. Após a obtenção das zonas de treinamento através de testes indiretos de trocas gasosas o aluno poderá estabelecer FC de treinamentos bem específicos para o objetivo que pretende alcançar.
 GASTO ENERGÉTICO DE UMA AULA DE GINÁSTICA LOCALIZADA
Segundo DE PAOLI (2002), o gasto médio de uma aula de Ginástica Localizada, medido por meio de calorimetria indireta (foto 1), vai depender diretamente das seguintes variáveis: intensidade da aula, carga utilizada, ritmo (em BPM), e peso corporal do praticante. Porém, com o uso de um analisador metabólico, chegou-se a uma média entre 350 a 500 kcal/hora. Ainda existe a possibilidade deste número ser ainda maior pelo fato do analisador metabólico não ser tão eficiente quando se trata de trabalhos anaeróbios por desconsiderar a EPOC (consumo de oxigênio pós-exercício) e também pelo fato de que durante a troca de gases, grande quantidade de CO2 (gás carbônico) ficar retido nos tecidos. Durante o estudo de DE PAOLI (2002), o percentual participativo do substrato energético da Glicose foi acentuadamente superior ao da Gordura, caracterizando assim esta atividade como predominantemente Glicolítica. O índice de freqüência cardíaca foi bastante elevado, o que sugere um gasto acentuado de energia durante a atividade.

 MUSICALIDADE

Um dos aspectos mais importantes numa aula de Ginástica Localizada trata-se da musicalidade.É fundamental o conhecimento dos conceitos básicos de frase musical para uma boa harmonia da atividade e da música.Este conceito foi introduzido mais enfaticamente com o começo da Ginástica Aeróbica nos anos 80. As coreografias eram elaboradas e encaixadas dentro das músicas de maneira a sugerir um entrosamento dela com os exercícios propostos. Após a diminuição desta atividade, o conceito continua sendo utilizado por muitos profissionais da área, que tornaram suas rotinas mais atraentes com a utilização deste recurso.
É importante frisar que ritmo é um recurso dentro da utilização da frase musical e nada impede o seu uso sem o outro recurso. Esta sugestão apenas pretende tornar suas rotinas mais agradáveis, dando a impressão ao aluno de estar interagindo com a música. Portanto, fica claro que seu uso não é obrigatório, mas apenas um "plus", somado a uma boa rotina de trabalho.

 GINÁSTICA X MUSCULAÇÃO

Uma questão muito discutida é a eficiência destas atividades comparativamente. Costumo me referir as duas como sendo excelentes parceiras e um trabalho pode ser complementado por outro. Na musculação, o resultado aparece mais rápido pelo fato da intensidade de trabalho muscular ser mais efetivo, podendo-se estimular os músculos com cargas mais elevadas, o que proporciona maior síntese protéica. Entretanto, com os recursos atuais, a Ginástica Localizada consegue unir a utilização de uma carga de trabalho satisfatória com a eficiência dos trabalhos intermitentes. A recuperação ativa proporciona, sob aspectos metabólicos, mais efeitos fisiológicos que a musculação, e conseqüentemente, um corpo mais seco, livre das indesejadas gordurinhas, pela maior utilização de todas as fontes energéticas (fosfogênica, glicoítica e oxidativa) .
 Perguntas e Respostas mais freqüentes na Ginástica Localizada:
 A Ginástica Localizada emagrece?
 R: Toda atividade física de alta intensidade proporciona queima calórica. Entretanto, a fonte energética predominante durante a aula de Ginástica Localizada é a glicolítica. Portanto, esta atividade proporciona grande queima calórica, mas não necessariamente grande queima de gordura, devido ao fato de estar diretamente dependente da dieta alimentar.
 Quantas calorias se gastam numa aula de Ginástica Localizada?
 R: Segundo DE PAOLI (2002), este gasto depende diretamente da intensidade do trabalho, entretanto seus estudos apontam para uma média de 6,1 kcal/min, entre 350 a 500 kcal por hora de atividade. Portanto, este número deve ser acrescido em aproximadamente 30% devido ao fato do analisador metabólico desconsiderar a EPOC (consumo de oxigênio pós-exercício). Quanto maior a carga imposta, maior o consumo. Lembre-se que Trabalho = Força x Deslocamento, o que reforça a teoria de quanto maior a carga, maior o resultado e o gasto energético.
 Quantas aulas por semana são recomendáveis?
 R: Segundo o ACSM (American College of Sports and Medicine), é necessário um mínimo de 3 (três) sessões de treinamento semanais, independente da atividade, para a manutenção da saúde. Quanto a Ginástica Localizada, seguimos a mesma orientação para fins salutares, mas para obtenção de performance é aconselhável um número maior de sessões, podendo chegar a 6 sessões semanais, no caso de pessoas bem treinadas.
 A Ginástica Localizada aumenta a massa muscular?
 R: Com certeza sim. A tendência atual é de se trabalhar com grandes cargas, o que proporciona aumento da massa magra, mas deve-se tomar cuidado para não ocorrer exageros. Os exercícios devem sempre primar pela qualidade, e os exageros causam lesões muitas vezes irreversíveis. O aumento da carga deve ser progressivo e racional. A disciplina, a técnica de execução e a qualidade do trabalho são mais importantes que uma carga muita pesada.
 Como combinar a Ginástica Localizada com uma atividade aeróbia para emagrecer?
 R: Hoje em dia , com os recursos da informática a e evolução metodológica pode-se determinar o Limiar Anaeróbio e estabelecer a zona de treinamento ideal. Se você pretende melhorar sua capacidade cardiorrespiratória, deve-se trabalhar em freqüência cardíaca mais elevada, mas se você pretende diminuir seu percentual de gordura, deve-se trabalhar num a freqüência cardíaca mais baixa por longo período de duração (Dr. Turíbio Leite, 2002).
 Deve-se fazer periodização na Ginástica Localizada?
 R: Toda atividade física deve ser planejada. É fundamental a periodização para que você coloque suas turmas em condições de cumprimento dos objetivos, que variam desde maior resistência muscular, cardiorrespiratória como também o aumento da massa muscular, entre outros.
 Como de divide um macrociclo?
 R: Uma experiência geral entre profissionais da área é de que , na maioria dos casos, é necessário dois macrociclos anuais, subdivididos em mesociclos, com 4 microciclos. Isto se deve ao fato de os alunos dividirem o treinamento em dois períodos anuais, que são de janeiro a julho e outro de agosto a dezembro, com 15 dias de intervalo para férias. Entretanto, a periodização pode-se fazer apenas com a utilização de intensidades e cargas inferiores, o que possibilita trabalhos diferenciados com aqueles alunos que não gozaram descanso entre macrociclos.
 Como se dividem um mesociclo e os microciclos?
 R: Na maioria dos casos isto é particular e depende diretamente do planejamento de cada turma que será trabalhada, entretanto, um mesociclo pode ser de 30 dias com 4 microciclos de 7 dias.Vai depender diretamente de seu objetivo de trabalho.
 Quantas repetições deve-se usar para trabalhos de hipertrofia na Ginástica?
 R: Segundos vários autores, este número varia entre 8 a 15 repetições. Entretanto deve-se levar em consideração a velocidade da força concêntrica e de excêntrica e o tempo de recuperação. O descanso ativo, muito largamente utilizado na Ginástica Localizada , não deverá ser utilizado quando o trabalho é de força e hipertrofia, para que a recuperação seja suficiente para novo estímulo.
 A Ginástica Localizada aumenta a capacidade cardiorrespiratória?
 R: Com certeza sim, pois segundo estudo de DE PAOLI (2002), a média da freqüência cardíaca durante esta atividade é muito alta, o que caracteriza ampla atividade cardiorrespiratória.
 Devo fazer atividade física em jejum para queimar mais gorduras?
 R: É um erro pensar que quando se está em jejum, a gordura armazenada será oxidada em maior quantidade. É fundamental uma dieta balanceada para se obter resultados a nível se queima de gorduras. O ideal é que se faça refeições leves com um período de antecedência antes de qualquer atividade física. Principalmente na Ginástica Localizada, onde o percentual participativo da glicose é alto, deve-se manter uma reserva de glicogênio para evitar uma hipoglicemia, o que te trará desconforto e te impedirá de continuar seu trabalho. Outro erro muito freqüente é o fato de se comer imediatamente antes de qualquer atividade. Quando você ingere carboidratos (CHO), principalmente de cadeia simples, sua taxa de insulina sobe a níveis acima do normal, o que proporcionará uma queima desnecessária de energia e ocasionará um desgaste antecipado.