Instagram

1/28/14

Sociologia:I ndícios para uma Sociologia dos móveis: sobre quando a ciência transborda.



Para quando algo nos atravessa e nos transborda, a Sociologia existe. E em primeiro lugar, a sociologia não é res acadêmica, ela existe e acontece fora da academia, assim como a língua se transforma na fala, antes que na escrita. A sociologia é uma forma de pensamento e criação apolínea para um conteúdo de sentido dionisíaco, a vida em sociedade. Assim, para fazer sociologia é preciso ter talento, não digo dom, que fique claro, e se calhar, ser um sujeito de gênio, nem que seja de gênio ruim, como se diz. Ao lado desta quase (in) vocação, é uma condição de existência, procurar reaprender a escrever, quiçá, qual um Machado de Assis, sendo exigente, se for possível, ou então, considere desistir, por que senão, será muito difícil, além de torcer para possuir uma veia anárquica, uma dimensão espiritual zen-budista e um misticismo pessoano, senão ao menos como saber compreendê-lo.


Para quando se dedicar aos estudos, é mister saber driblar as más traduções, passar através das fronteiras das línguas estrangeiras, e assim através das fissuras teóricas por meio das precariedades metodológicas, substancialmente sair dos escombros epistemológicos das ciências, deuses meus, das ciências humanas e sociais, só assim poderemos explodir, as atomizadas estruturas de conceitos e categorias logicamente aglutinadas em formas de textos, teses de departamentos universitários que nos impedem de hipotecar essa tia velha, que se tornou a sociologia acadêmica, esta filha caçula e bastarda da Modernidade.

Que por ainda não atingir a puberdade, não pode ainda se livrar do paternalismo dos três porquinhos, da ação preceptora da escola de Chicago, este blefe da imperialista ciência norte-americana, para encontrar-se como sua atualidade em terras menos dogmáticas e universidades subvertidas, para exprimir em forma manifesta seu teor de uma revolução subvertedora como uma faiscante centelha incandescente na dimensão perpendicular da espiritual alienação do mundo horizontal, de uma ideologia ocidental estacionária, neste bus stop em que a modernidade – ficção mal escrita – nos encalhou, numa história que o autor sem saber ver aonde vai dar, não pode continuar. 

Por isso, nos tornamos reféns de uma cultura das (re)tomadas, incessantes retornos à Grécia, depois ao Renascimento, ao primeiro modernismo das vanguardas que por isso, não são indícios de um novo tempo, mas sim os últimos sinais do que foi e o queria ser a civilização europeia centro-ocidental, que não foi mais nada depois das Guerras, e tornando-se um aparentemente conjunto labiríntico de escombros, e não um labirinto no sentido mítico de Dedalus, mas sim, um mundo empírico feito de ruas, avenidas e vielas. Por tudo isso, não haverá um novelo para nos conduzir para fora dessa fantasmagoria, por que ela foi construída por nossa inteligência racionalista instrumental, sobre a qual, só posso falar da arte, que mesmo absurda em alguns momentos, não parece assustada com os assombros da razão, esta que sublimada numa espécie de transe da loucura, foi apenas pelas artes conduzida ao nirvana.

É por esse conjunto, que se a sociologia quiser ser realmente necessária, ela tem que ser a precisa operação de uma razão nirvânica, deve elevar-se e ao homem no transe da razão alcançando, pela força gravitacional que rege as órbitas, a esfera em que se supere a reprodução, assim como na arte, que seja possível, não só repensar a sociedade, mas sim, e verdadeiramente, através de uma práxis da poiesis sociológica : 1) recriar; 2) reinventar e, só aí, fecundar e fundar uma vida sobre outros paradigmas, novos pressupostos e perspectivas genésicas e genéticas sociologicamente originais.

Neste momento, a vida social, se esfumaça diante do sociólogo, a modernidade enevoou as lentes, desfocou a luneta. O primeiro passo para a sociologia, agora, é o religare com a Literatura. Mas não aos modos da antropologia, mas como ao modo de escritura de um Guimarães pela sua vocação narrativa ou Ferrez, em seu realismo delirante, é preciso encontrarmos o grau zero da escrita sociológica. Os sociólogos, no seu afã de busca pela objetividade, distanciaram-se tanto da sociedade, que quando no retorno à ela, eles são tão estranhos à sociedade a que pertencem e ela tão diversa dos tipos ideias, que ele constrói para compreendê-la, que já se encontram suficientemente academizados que a desconhecem. Assim transformaram a sociologia, uma ciência em estado de anomia, por razões óbvias, em uma total anomalia intelectual, que virou um grande ornitorrinco do mundo científico, munindo-se de conceitos e formulações teóricas das mais variadas vertentes das ciências que se chegou ao ponto de encontra-se: 1) iludida pela modernidade; 2) confundida pela complexidade; 3) encastelada pela academia; 4) consumida pelo capitalismo.

É evidente que é preciso, na sociologia nascer alguém como o Niemayer foi para a Arquitetura. Já que o pensamento social europeu é senão uma panaceia, e em especial, os franceses são bons em si mesmos. Já que para um francês é fácil fazer sociologia relendo Durkheim, Levi Strauss, etc. não há como fazer pior. Nesse sentido, o Bourdieu construiu uma “jaula de ferro” para a sociologia moderna, tão estrutural e semântica, sintaticamente teórica que ao erguer as grades para o pensamento social, engendrou um não lugar para pensar reificadamente, um sem número de experiências sociais.

Os autores de uma velha sociologia, essa razão de temperamento sórdido, diante da qual só nos resta sermos irônicos, frente ao anacronismo de uma visão reduzidamente histórica, quase cômica, se a Modernidade não tivesse se tronado essa trágica experiência descontinua e transhistórica, em melhores termos, circular, cíclica. A conserva moderna se radicaliza em fantasmagoria, enquanto, paradoxalmente, se sublima e depura sedimentando fundações enferrujadas, extrapolando as barreiras legais e institucionais do capitalismo endógeno à modernidade.

A convulsão em forma de desgaste, tédio extraordinário de uma época parasitada pela retomada, pelo vintage que impede a fuga desse labirinto ideológico, psíquico, mas também material e miseravelmente monumental. O estruturalismo é a maior fraude moderna, já que as estruturas modernas estão em ruínas e suas causas e consequências são manifestas e seria demasiado cansativo expô-las aqui, apenas atento para a distorção do mundo real, como indicação da natureza dos fenômenos aos quais me refiro.

Por exemplo, se um mundo racionalizado, ou seja, pensado cientificamente pelo e para o individualismo, como se pode pensar ou observar uma sociedade em classes, grupos sociais, ou tribos identitárias? Ou seja, “toda tentativa de explicação histórica relativa esbarraria nas maiores dificuldades, e isto principalmente em razão daquele contraditório e raro sentimento coletivo de individualismo feroz que caracteriza sua gênese.”

O único aspecto, que importa hoje, é recobrarmos aquilo que nos distingue, a originalidade. Precisamos voltar a dar saltos, saltos qualitativos, o que a ciência evolucionista coisificou, já que a modernidade é, ou se tornou, a maior expressão da destruição da Europa por ela mesma, e isso amplificado ao mundo ocidental, e depois a todo o globo pelo imperialismo estadunidense. 

Entretanto, seguimos carregando traumas, os mais cruéis, principalmente a colonização em África, Ásia, Oceania e América Latina. Sobre esse abalo profundo, derivado de um esmagamento cultural, o escamoteamento da personalidade e temperamento autêntico dos povos desses continentes, desvirtuados de seus aspectos originários, de modo a serem levados à uma combinação aleatória e a contragosto de uns com os outros, com seus modos operandi e cosmovisões por vezes incompatíveis e tão diversas, esfaceladas e reestruturadas em infinitas diásporas, estas irremediáveis e irreversíveis.

Toda essa síntese multiétnica, assim como a síntese epistemológica dos “clássicos” foi senão, a apoteose decadente de tudo o que a sociologia podia fazer e não o fez. A teoria social hoje foi incapaz de superar a “tradição” em escombros na qual insistem em se sustentar os atuais esforços em ritmo de teorias ditas contemporâneas, que de atualizadas nada possuem, além do rótulo que orgulhosamente carregam e os estandartes acadêmicos atrás dos quais covardemente se encastelam dentro do espaço e do tempo corrompidos e vistos pela persiana mais alta da torre em que de forma utensilhável se inutilizam, pouco a pouco, ou diria, aos bocados. 

O intelectual pragmático se serve do banquete burocrático e inconfessadamente se desqualifica para a vida existente fora das redomas da corte fatigada das cabeças pensantes e pesadas pela ornamentação bibliográfica que se imobiliza nas transcrições mais inseguras de matrizes teóricas alheias e os mais gasosos métodos liquefeitos onde elas se dissipam sob a forma de uma reprodução assistida e insistentemente repetida nos últimos 200 anos. 

Transformando-se, dessa maneira a ciência, num sistema social imperialista, atestando uma cena vegetativa de uma intelectualidade em coma induzido pela razão instrumental que, não se preocupa com outra coisa, além da manutenção da sociedade estabelecida. Então para deixar visível a dinâmica ambígua que aspirando à uma hiperciência da Era Moderna, os esforços de tais sociólogos em adornar de efeitos semânticos e metafóricos as construções, ou melhor, reconstruções de seus modelos teóricos e em geral hagiográficos, se mostra improfícuos.

Meu pensamento me leva a Joseph Beuys e a sua noção de “escultura social” à procura de condensação e deslocamento. Essa é a única ortodoxia que conheço, em todo resto, sou heterodoxo, não liberal, mas como dizem, libertário, ou seja, um mosaico mental, onde a sociologia deve construir uma obra habitável e sensível, mas não só, também orientada por um gravidade de ser ao mesmo tempo radar e satélite, e o fato social um ponto móvel capaz de ser capitado por um Gps sociologicamente fundamentado – nisto consiste a verdadeira sociologia. 

Uma obra sociológica que, sob o efeito da impulsão da energia estética da descarga do relâmpago a um só tempo rígido e antiacademicista, seja capaz de plasmar um vetor criativo, no qual o melhor será sempre aquele algo que nos ensina o equilíbrio e a radicalidade combinadas numa potência intelectual transformadora capaz de romper as estéreis premissas e as fraturadas estruturas modernas, com fissuras tão latentes que a seiva escorre como um sangramento fetal.

Hoje em dia, somos obrigados a reconhecer Z. Bauman como referencial teórico para a sociologia, não há nada mais absurdo (!) do que estes intelectuais sectários adotados por seitas partidárias e grupos decadentes organizados por trás, ou na frente, de estruturas engessadas, que ossificam a descontinuidade e negam a circularidade ignorando a SOCIOLOGIA DOS MÓVEIS, a meu ver já tão evidente quanto as deficientes, inábeis e imprevidentes formas sociológicas instituídas, em franca bancarrota e já distantes de alguma chance de amortização de sua dívida com a sociedade.

Assim, a ineficiência da administração ou da economia em lidar com questões sociais, ou as contradições e a alma corrompida da ciência política, o imperialismo e o espírito colonialista da antropologia, sucumbem diante da falência da história, do jugo do totalitarismo das ciências duras, tudo isso se apresenta frente à sociologia, que tratou de complexificar os fragmentos, ou seja, torná-los impossivelmente reorganizáveis, e desde então se passou a tentar classificar, discriminar os homens e a humanidade em classes, raças, castas, etc. nunca mais encontrando um ponto comum no universo da ordem social, depois da sociedade moderna, que antes era arrebanhada em tribos, feudos, clãs, etc.

Antes do capitalismo de grandeza multiescalar, as sociedades em estado anímico. Depois ergueram os três porquinhos, suas casas, pouco ou a pouco, inabitáveis, fica-nos a questão: em qual tenda nos abrigar? Entre os três, quem sabe eu me pareça mesmo é com G. Simmel, que antes mesmo de Bourdieu e seus estudos sobre arte, o alemão fez do Rembrandt uma exemplo de antinomia. Entre o positivismo comteano ou materialismo histórico, o primeiro, pai mental do Durkheim, enquanto Weber vai aos poucos se neutralizando a si mesmo, tornado-se um expurgo ideal, a não ser pela sua religiosa visão sobre como os luteranos tinham uma vocação pra além-cristo e aquém-líder carismático, de guardar dinheiro. Eu estou mesmo é interessado em tipos móveis, desterritorializados, autônomos, mas, sobretudo prudentes e sóbrios distantes de engajamentos alienados e escolhas alienantes, vejo de forma eminente, os albores de uma nova sociologia no Brasil, uma sociologia por dignidade latino americana, criada pela nossa realidade para a compreensão de uma realidade maior, o mundo social, político e cultural, de forma imprudente, produzido pela modernidade, essa madrasta. 

*Camillo César Alvarenga é estudante do bacharelado em Ciências Sociais na UFRB. Escreve com frequência em

História da Música:Wind of Change


Wind of Change
Tempos de Mudança no Leste Europeu 

Capa do álbum da banda Scorpions. 




Gorky Park durante o rigoroso inverno russo.



Queda do Muro de Berlim em 1989.





Wind of Change é um disco single de 1990 gravado pela banda alemã Scorpions. A balada foi escrita por Klaus Meine, inspirando-se nos "ventos de mudança" que atingiam a Europa, com a Guerra Fria terminando, o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. A música foi lançada no álbum Crazy World em 1990, e regravada nos discos recentes Moment of Glory que teve participação da Filarmónica de Berlim no disco Acústico em 2001.
A banda também gravou uma versão em russo dessa canção, sob o títuloВетер Перемен (Veter Peremen) e outra versão em espanhol chamada Vientos de Cambio.
A canção é o décimo single mais vendido em todos os tempos na Alemanha. O Gorky Central Park de Cultura e Lazer é um parque monumental em Moscou em homenagem aos escritor Máximo Gorky.
A letra celebra as mudanças políticas ocorridas no Leste Europeu naquela época - como as discussões políticas que levaram a queda do Muro de Berlim, e o retorno da democracia nos países que faziam parte da bloco socialista sob a liderança da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, e o iminente abrandamento e colapso final da Guerra Fria
Imagem do rio Moskva.


Moskva é o nome do rio que atravessa Moscou, e o Gorky Park é um parque da cidade. A banda Scorpions inspirou-se para escrever esta canção em uma visita que fez a Moscou em 1989 e assim incluiram referência a paisagens naturais e urbanisticas da cidade na letra da canção. 


CONTEXTO HISTÓRICO
Nos anos 80 começava a se configurar o quadro político internacional que viria a culminar no fim da Guerra Fria, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, em 1989. O fim do muro foi resultado do intenso processo de reformas na União Soviética, iniciado em 1985 pelo dirigente Mikhail Gorbatchev.
No plano econômico, Gorbatchev instituiu a Perestroika, ou Reconstrução, buscando novas formas de conduzir a economia soviética. No plano político, retomou negociações para colocar fim à corrida armamentista. Internamente, libertou opositores do regime, viabilizou o abrandamento da censura e permitiu que os problemas fossem discutidos abertamente pela população. As reformas iniciadas em Moscou logo se refletiram na Europa socialista, onde os movimentos democráticos ganharam força para mudar todo o panorama político do antigo bloco soviético. Esse processo iniciado por Gorbatchev culminou no fim da própria União Soviética, em 1991. A partir daí, os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria, tornaram-se a única superpotência mundial e encontraram novos inimigos contra os quais lutar, como os fanáticos do Islã, de um lado, e os narcotraficantes, de outro lado. Ou seja, novos elementos para a mesma fórmula do Bem e do Mal dos tempos da Guerra Fria. É um mundo que enfrenta novos problemas, como o ressurgimento de conflitos nacionais e étnicos; a disputa entre blocos econômicos; e as grandes máfias que controlam o crime organizado internacional. Para entender esse mundo temos de voltar nossos olhos ao passado recente e fazer uma reflexão que, talvez, nos indique o caminho para um futuro melhor. 



Scorpions - Wind of Change
Bad For Good: The Very Best of Scorpions, 20th Century Masters - The Millennium Collection: The Best of Scorpions, Crazy World


I folow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
An August summer night
Soldiers passing by
Listening to the wind of change
The world is closing in
Did you ever think
That we could be so close, like brothers
The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
in the wind of change
Walking down the street,
Distant memories
Are buried in the past, forever
I folow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
in the wind of change
The wind of change
Blows straight into the face of time
Like a stormwind that will ring
The freedom bell
For peace of mind
Let your balalaika sing
What my guitar wants to say
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
in the wind of change.


Wind of Change(1990)
Scorpions - Wind of change (Ventos da mudança)
Bad For Good: The Very Best of Scorpions, 20th Century Masters - The Millennium Collection: The Best of Scorpions, Crazy World

Até o Parque Gorky
Escutando o vento de mudança
Uma noite de verão de Agosto
Soldados ignorando
Escutando o vento de mudanças
O mundo está se aproximando
Você já pensou
Que nós pudéssemos estar tão perto, como irmãos
O futuro está no ar
Eu posso sentir isto em todos lugares
Soprando com o vento de mudanças
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã sonham no vento de mudanças
Caminhando rua abaixo
Recordações distantes
Estão enterradas no passado para sempre
Eu segui o Moskva
Até o Parque Gorky
Escutando o vento de mudanças
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã compartilham seus sonhos
Com você e eu
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã sonhamno vento de mudanças
O vento de mudanças
Soprando diretamente na face do tempo
Como uma tempestadeque tocará a campanhia de liberdade
Para a paz da mente
Deixe sua balalaica* cantar
O que meu violão quer dizer
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã compartilham seus sonhos
Com você e eu Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã sonham
no vento de mudanças
*instrumento de origem russa

Português:Televisão; Bordões de Félix



Vilão da telenovela Amor à Vida, personagem de Mateus Solano tem nas máximas pseudobíblicas um trampolim para o humor



Com inteligência e perspicácia, a telenovela Amor à Vida (Globo, 21h) aborda o homossexualismo. Para suavizar o tema, ainda polêmico em nossa sociedade, o autor Walcyr Carrasco inclui nas falas do vilão homossexual enrustido diversos bordões humorados. O novelista criou o protagonista Félix, com falas que apresentam o seu humor sarcástico.

Ao menos nos capítulos iniciais da novela, sempre que algo desse errado, ou desagradasse à personagem, ele soltava "Salguei a Santa Ceia!", que ganhou as ruas. A intertextualidade é evidentemente bíblica, e remete à última refeição que reuniu Cristo com os 12 apóstolos. O verbo "salgar" remete ao condimento "sal", que, em demasia, estraga as comidas. Como esse bordão fez sucesso, o autor criou novas expressões, quase sempre com a temática religiosa e as formas verbais na 1ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo, expressando uma ação já ocorrida. Essa pessoa do discurso pressupõe não só a participação da personagem na ação evidenciada, como também a sua autoria. Criatividade A presença desses bordões na novela Amor à Vida configura a criatividade do autor ao explorar uma personagem - ainda em criação - que conseguiu desenvolver um modelo característico de vilão. O homossexualismo, a princípio temática central do protagonista, passou a ser secundário, uma vez que os telespectadores têm outros olhos para Félix, pois aguardam qual será a sua fala do dia, qual será o seu novo e criativo bordão. O desempenho do protagonista foi tão evidenciado, que os internautas fizeram uso das redes sociais para apor as suas opiniões e dar sugestões de novos bordões ao autor da novela. Evidencia-se uma coautoria na dramaturgia novelesca. As citações - Santa Ceia, Santo Sepulcro, Dez Mandamentos, Mar Morto - fazem com que o telespectador realize a intertextualidade com fatos e elementos bíblicos já conhecidos, facilitando a compreensão imediata e valorizando, assim, o humor sarcástico da personagem.
Piquei salsinha na Tábua dos Dez Mandamentos
Numa situação adversa, Félix novamente usa um condimento para o tempero de saladas. Percebe-se a polissemia com a palavra "tábua" que apresenta dois sentidos: suporte de madeira ou de outro material para o corte de verduras, vegetais, etc. e a Tábua dos Dez Mandamentos, de Moisés.

 
Sapateei no Santo Sepulcro
Com a frase, novamente se evidencia a 1ª pessoa, definindo o local onde Jesus foi enterrado; o verbo "sapatear", a dança, nessa frase pressupõe uma ação indigna, irônica, que não é própria de um cidadão de bem.

 
Quando a gente chega ao fundo do poço, vê que o buraco é mais embaixo
Não se trata propriamente de um bordão, nem mesmo bíblico, mas de um adágio já conhecido e bastante explorado, usado pelo autor da novela como recurso humorístico ao retratar um momento de desespero de Félix.

 
Será que fiz confete com os pergaminhos do Mar Morto?
Quando Félix explodiu com a fala, mudou-se a estrutura do enunciado. Vem à tona o local bíblico "Mar Morto" - ainda existente em Israel -, e o termo arcaico "pergaminhos", numa referência a picar em pedaços alguns documentos antigos e valiosos.

 
Tomei caipirinha no Santo Graal
Não se trata de um suco ou refrigerante, mas de uma bebida alcoólica, que contrasta com a sacralidade do cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia.

 
Pelos cachos de Sansão! Pelas rugas de Matusalém!
Em um mesmo capítulo, Félix soltou: "Pelas barbas do profeta!", expressão nominal já conhecida. Pouco antes, no entanto, ele havia dito: "Pelos cachos de Sansão!" Por analogia à outra, o autor usou o paralelismo sintático (contração + substantivo + preposição + substantivo), substituindo "barbas do profeta" por "cachos de Sansão", uma vez que a raiz da força descomunal de Sansão eram os cabelos, por isso o apelo a "cachos". Depois, seguindo o mesmo paralelismo, o autor traz outra personagem bíblica do Antigo Testamento, conhecida por ser a personagem mais longeva da Bíblia. Explica-se, portanto, o termo "rugas".

1/27/14

Espanhol: La bella princesa que dormía

“Quiero presentarte este cuento clásico, en una versión entretenida que podrás compartir con tus niños, en muy poquito tiempo y sin que la lectura les parezca demasiado extensa y aburrida”.
- Walter Gangi

Había una vez, hace muchos, muchos años, en un reino muy lejano, una reina y un rey que tuvieron una hermosa niña a la que llamaron Aurora.
Para la fiesta del bautismo, los reyes invitaron a todas las hadas del reino pero, desgraciadamente, se olvidaron de la malvada Maléfica.
Niña con disfraz de princesa
Estaba furiosa y aunque no fue invitada, Maléfica igual fue al castillo el día de la fiesta, y cuando paso por delante de la cuna de la niña, le hizo un maleficio diciendo: “Al cumplir los dieciséis años te pincharás con una aguja y morirás”.
Pero cerca estaba el hada buena que al oír lo que decía Maléfica, le hizo otro encantamiento para evitar la terrible condena de la malvada: “Al pincharse en vez de morir, Aurora permanecerá dormida durante cien años y solo el beso de un príncipe la despertará.”
Pasaron los años y Aurora se convirtió en una princesita muy hermosa.
El rey había ordenado que fuesen arrojadas fuera del castillo todas las agujas, con el fin de evitar que la princesa pudiera pincharse.
Pero eso de nada le sirvió, porque al cumplir los dieciséis años, la princesa que recorría el castillo, llegó a un lugar desconocido y se encontró con una vieja sorda que estaba hilando.
La princesa le pidió que la dejara ayudarla y ocurrió lo que el hada mala había previsto: Aurora se pinchó con la aguja que había conservado la anciana y cayó al suelo.
Después de muchos intentos nadie consiguió vencer el hechizo, las hadas buenas hicieron todo lo posible, pero fue inútil, porque pasaban los días y Aurora no despertaba.
Entonces la princesa fue colocada en una cama llena de flores. Pero una de las hadas buenas que no se daba por vencida, tuvo una brillante idea. Si la princesa iba a dormir durante cien años, los habitantes del reino también dormirían con ella, así cuando la princesa despertase tendría todos a su alrededor.
Tomo la varita dorada y haciendo un círculo imaginario en el aire, pronunció el encanto y de repente, el silencio se apoderó del lugar, nada ni nadie se movía, y todos, pero todos, se durmieron.
En los alrededores creció un extraño y enorme bosque, que con el paso del tiempo, fue ocultando el castillo hasta que ya no se lo pudo ver.
Cuando pasaron cien años, un príncipe que pasaba por el lugar, se encontró con ese inmenso bosque que le llamo la atención y decidió avanzar abriéndose camino con su espada. Pero el bosque era muy denso y decidió regresar, cuando de pronto a través de las ramas pudo ver el enorme castillo y siguió adelante.
Al llegar vio que el puente levadizo estaba abajo, como si alguien lo estuviera esperando. Bajó del caballo y avanzó junto al animal llevándolo de las riendas. Cuando entró vio a todos los habitantes tendidos en las escaleras, en los pasillos, en el patio y pensó horrorizado que estaban todos muertos, Pero lentamente se fue acercando a ellos y pudo comprobar que todos estaban profundamente dormidos.
“¡Despertad! ¡Despertad!”, gritó una y otra vez, pero nadie le respondió.
Cada vez más sorprendido, ingreso en el interior del castillo hasta que llegó a la habitación donde descansaba la princesa Aurora. Durante un largo rato contempló el rostro sereno de la hermosa joven que dormía llena de paz. Entonces sintió nacer en su corazón el amor que siempre había esperado. Muy emocionado, se acercó a ella, le tomó la mano y suavemente la besó. Con aquel beso la princesa se desperezó y abrió los ojos, despertando de su larguísimo sueño y al ver al príncipe, murmuró: ¡Por fin habéis llegado! En mis sueños solo esperaba este momento.” El hechizo malvado se había roto.
La princesa se levantó y extendió su mano al príncipe. En ese mismo momento todos en el castillo despertaron. Todos se levantaron, se miraron sorprendidos y se preguntaban qué era lo que había sucedido. Cuando se dieron cuenta, corrieron llenos de alegría junto a la princesa que estaba más hermosa y más feliz que nunca.
Al poco tiempo, el castillo que había estado tanto tiempo sumergido en el silencio, recupero la alegría. Se llenó de música y de risas, porque todos se prepararon para la boda de Aurora y el príncipe.
FIN.
Walter Gangi, Buenos Aires, 2 de abril de 2010.-
Dedicado a Agustina y a Sofía.

Notas:

Puede contactar al autor en su sitio web
Adaptación de Walter Gangi basada en el cuento de Charles Perrault,La bella durmient

1/25/14

Psicologia da educação: Inteligências múltiplas

No início dos anos oitenta, na Universidade de Harvard, Estados Unidos, o psicólogo Howard Gardner concluiu através de suas pesquisas que a inteligência humana é como um quebra-cabeça composto por nove peças, todas de mesmo valor e importância.
Segundo Gardner, são características que classificam que tipo de inteligência cada pessoa possui, bem como quais as facilidades que essas trazem para nossa vida.
Antes dessa descoberta, a principal teoria que tratava da inteligência era a de Alfred Binet, que criou um teste de inteligência que media o QI (quociente de inteligência), mas sua área de atuação se limitava apenas à matemática e à linguagem.
A palavra inteligência tem sua origem na junção de duas outras palavras latinas, a palavra inter (entre) e a palavra legere (eleger ou escolher), ou seja, é a capacidade de fazer a escolha melhor entre duas ou mais situações.
As inteligências levantadas na pesquisa de Gardner saem dessas duas áreas e passam a ter uma área bem mais abrangente, sendo elas: lingüística, lógico-matemática, espacial, pictória, musical, corporal-sinestésica, naturalista, interpessoal e intrapessoal, existentes no cérebro de todos os seres humanos, sendo que cada um tem as que são mais e menos desenvolvidas.

Área cerebral de cada inteligência
A inteligência verbal ou lingüística aparece aos dois anos de idade, porém vai-se definindo ao longo da vida. As pessoas que possuem essa inteligência desenvolvida, mesmo sem ter passado pela escola, conseguem organizar suas frases de forma clara e objetiva. Normalmente são pessoas que gostam de ler, escrever, tem boa memória, ótima verbalização e sabem debater. Aparece mais em escritores, poetas e profissionais da área de publicidade e jornalismo. Se essa inteligência não é bem desenvolvida na infância, o indivíduo apresenta dificuldades na fala ou não se interessa por aulas de outros idiomas.
Lógico-matemática, está presente em pessoas que podem enxergar as projeções geométricas, têm facilidade para solucionar problemas matemáticos, da área da informática, química ou física. Pessoas como mestres-de-obras, economistas, engenheiros e matemáticos a tem em evidência. A criança que se recusa a estudar matemática provavelmente não possui essa inteligência desenvolvida.
Espacial, aparece em pessoas com bom sentido de localização, facilidade com mapas, gráficos e diagramas. As crianças que possuem essa inteligência costumam brincar com amigos imaginários. Está presente em arquitetos, navegadores, jogadores de xadrez e estrategistas. Normalmente não aparece em crianças que apresentam dificuldades em se localizar ou em descrever pequenos trajetos e evitam matérias como geografia.
Pictórica, ligada a pessoas com facilidade em se expressar através dos desenhos, pinturas e esculturas, cria imagens mentais. Os pintores, escultores e artistas plásticos possuem essa inteligência mais desenvolvida. Normalmente não aparece em crianças que dizem que não conseguem e não sabem desenhar.
A inteligência musical está presente em crianças que se movimentam ao som de uma música como que obedecendo a ordens, pessoas que tem boa entonação de voz, ritmo, timbre e sensibilidade emocional à música. Aparece em compositores, músicos, maestros e cantores. As crianças que não a possui não distinguem sons altos de baixos e não conseguem fazer boa entonação da voz.
Corporal-cinestésica é a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos utilizando o corpo inteiro ou parte do mesmo. Muito aguçada em bailarinos, jogadores de futebol e outros atletas, cirurgiões, artistas de circo e mecânicos. Precisa ser trabalhada quando a criança não consegue fazer atividades que exigem controle motor refinado, como amarrar cadarços, fazer o número quatro com seu corpo, etc.
Naturalista é a inteligência das pessoas que se descobrem como parte integrante do mundo animal e vegetal. Pessoas que falam com as plantas, com animais e se percebem como folha da árvore desta floresta que é a vida. Não aparece em crianças com pouca criatividade.
Interpessoal, é a maneira como construímos nossas relações com outras pessoas e a forma como nos sentimos completos quando em relação às mesmas. Podemos caracterizar em pessoas com sociabilidade, cooperação, capacidade de fazer amigos, comunicabilidade. Aparece em políticos, professores, líderes religiosos, conselheiros, vendedores, gerentes e relações públicas. Quando a criança não a tem desenvolvida, torna-se muito tímida e se isola das outras.
Intrapessoal, é a inteligência da auto-estima, do auto-respeito e da auto-aceitação, ou seja, é a maneira como a pessoa se vê, como conviver com suas limitações e potencialidades. Aparece em pessoas otimistas, que respeita seus valores morais e princípios. Aparece em psicólogos, filósofos, romancistas, gurus e místicos. Crianças exageradamente egoístas não conseguiram desenvolvê-la.
Assim, vimos que o cérebro de todos é constituído das nove inteligências emocionais e isso tem ajudado muito a escola, os professores, os pais e os próprios alunos a entenderem seu processo de aprendizagem. Os professores bem como a escola, de forma geral, precisaram passar por períodos de reciclagem a fim de buscar novas formas de trabalho, que constituam no respeito à integridade do indivíduo, bem como as formas de avaliar os alunos, através da sensatez e da sensibilidade, proporcionando aos mesmos fazerem trabalhos individuais, em grupos, pesquisas e participação nas aulas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

1/24/14

Logosofia:10 mitos e verdades sobre superdotados


Quando pensamos em um superdotado pensamos em um menino, de classe média alta, magrelo e míope. Imaginamos uma grande habilidade intelectual, excelentes notas e um futuro brilhante. Certo? Mas será que é por aí? Conversamos hoje com o Neurologista Leandro Teles (formado e especializado pela USP) para identificar o que é MITO e o que é VERDADE em relação às pessoas com elevada habilidade cognitiva. Leia e surpreenda-se.
1-     A Superdotação é um fenômeno raro.
MITO. Ocorre em cerca de 5 % da população! Uma a cada vinte pessoas é superdotada. Muitas dessas escondidas por aí, sem que ninguém saiba de sua habilidade especial. Consideramos superdotado (ou portados de alta capacidade) aquele que apresenta uma ou múltiplas habilidades intelectuais inequivocamente acima da média (não podendo explicar essa superioridade apenas por estudo ou treinamento).
 2-     Existem Superdotados de ambos os sexos e todas as classes sociais
VERDADE. A superdotação é um fenômeno democrático. Ocorre em todas as culturas, épocas, etnias, sexos e classes sociais. No entanto, em família com maior poder aquisitivo a percepção da habilidade, assim com a utilização dela é superior, dando a falsa impressão que ela ocorre mais entre as classes sociais A e B. Aliás, o estereótipo do magrelo de óculos também é errôneo. Existem superdotados gordinhos, fortes, cabeludos, altos, baixos, como ou sem miopia, etc…
 3-     As pessoas superdotadas têm elevado Q.I.
MITO. Os testes de Q.I. são limitados na captura dos superdotados. Isso, pois avaliam apenas alguns aspectos da cognição e habilidades mentais humanas. Alguns superdotados têm fantástica habilidade artística, esportiva, social, criativa, não abordada nesse tipo de testagem. Pessoas com alta pontuação em testes como esse têm uma boa chance de ser um superdotado intelectual, no entanto o rendimento normal no teste não afasta com segurança essa possibilidade. O teste mostra muitos falso-negativos (pessoas brilhantes em determinados aspectos que tiram notas dentro da média). Por isso identificamos um superdotado pelo seu histórico, sua habilidade, pela opinião de familiares e professores, etc…
 4-      “Superdotado” e “gênio” são coisas diferentes.
VERDADE. Superdotado é quem tem uma capacidade específica ou múltipla superior, já o gênio é aquele que conseguiu dar uma contribuição grandiosa para a humanidade. São coisas bem diferentes. Um tem um grande potencial, outro tem uma grande realização. Muitos superdotados não são gênios, pois não tiveram oportunidade ou engajamento suficiente, por exemplo. Da mesma forma, existem gênios superdotados e não superdotados, pois muitas realizações grandiosas são frutos de perseverança, doação ou mesmo sorte.
 5-     Superdotados são sempre bons alunos.
MITO. Alguns são excelentes alunos, outros medianos, outros alunos ruins. Isso se explica pois, muitas vezes, falta estímulo específico, o aluno sente-se desmotivado e pode até considerar a escola comum entediante. Alguns superdotados têm dificuldade de seguir regras, podem se sentir diferentes do grupo e manifestar certa vulnerabilidade social. Tudo depende do caso, de que tipo de habilidade está em destaque. As matérias e o método de pontuação (nota) muitas vezes não contemplam o diferencial intelectual daquele aluno especificamente. O aluno com alta capacidade precisa frequentemente de apoio pedagógico diferenciado para atingir todo desenvolvimento de seu potencial peculiar. Por isso é fundamental a identificação desse aluno e do suporte escolar personalizado.
 6-     A grande maioria deles tem um futuro brilhante.
MITO. O que chamamos de “futuro brilhante” é fruto de várias variáveis, não só de uma capacidade mental acima da média. De modo geral, a vantagem intelectual tende a levar as pessoas para boas universidades, bons empregos, grandes realizações, etc. Mas não ocorre sempre assim… Muitos talentos são pouco reconhecidos e muitas pessoas, infelizmente, não tem oportunidades, não são bem aconselhadas ou mesmo não tem sorte de estar no lugar certo na hora certa. Quantas pessoas você conhece com uma capacidade subaproveitada por estar no emprego errado? E se o Messi nascesse em uma aldeia indígena tradicional e nunca tivesse visto uma bola de futebol? Sucesso depende de uma junção complexa de ocorrências aonde a inteligência e talento são apenas parte do processo.
 7-     Superdotados podem ser muito ruins em determinadas atividades intelectuais.
VERDADE. A superdotação exige algum aspecto acima da média, não precisam ser todos. Em alguns casos a pessoa pode ser brilhante em alguma coisa e péssima em outras. Tem autista, por exemplo, com franca dificuldade social que apresentam imensa habilidade de memória, ou numérica, ou para desenho, chamamos de síndrome de Asperger (autismo de alto funcionamento). Os desvios do desenvolvimento ocorrem para mais (superdotação) e podem ocorrer para menos (deficiência), sendo que o processo pode coexistir na mesma pessoa. O que os superdotados têm de forma mais ou menos semelhante é muita curiosidade, certa dose de independência intelectual e precocidade (desenvolvem habilidades antes de outras crianças).
 8-     O cérebro deles é maior.
MITO. O tamanho do cérebro não tem, de modo geral, relação direta com o grau de inteligência. Oque ocorrem são redes funcionalmente superiores, modalidades mais e melhor integradas, comunicação mais eficiente e arborizada entre neurônios, gerando maior velocidade de informação, melhor estratégia, melhor percepção de variáveis, melhor capacidade de percepção antecipada de resultados, etc… A inteligência é resultado final dessas e de outras inúmeras capacidades do cérebro humano.
 9-     Podemos identificar um superdotado antes da fase escolar.
VERDADE. Crianças intelectualmente superdotadas mostram muito interesse e curiosidade. Desenvolvem soluções criativas e surpreendentes. São focadas (quando gostam de determinada tarefa), tem memória boa, são geralmente precoces em alguma modalidade do desenvolvimento, tem vocabulário geralmente diferenciado, etc… Agora, temos que tomar cuidado no julgamento e na condução do desenvolvimento. Muitas crianças ditas “precoces” acabam se nivelando à população média com o passar dos anos. O mesmo pode ocorrer com os ditos “atrasados”, que podem ultrapassar a população média. Outro risco, é em estimular demais crianças com predisposição a superdotação e transformá-las em pequenos adultos, ou gerar deficiências pelo super-treinamento de determinada modalidade em destaque. Com crianças temos que ter, acima de tudo, bom senso no diagnóstico e na forma de condução.
 10 – A superdotação é, em grande parte, genética.
VERDADE. A inteligência é fruto do nosso código genético e de fatore ambientais, como a nutrição, ocorrência de exposições nocivas na fase de desenvolvimento, etc… A inteligência apresenta 80 % de semelhança entre gêmeos idênticos e cerca de 40-50% entre gêmeos não idênticos. Isso significa dizer que há um grande componente do código genético, mas também há 20 % de questões ambientais envolvidas. Quando digo que é genético não estou falando que necessariamente é herdado dos pais! O código genético da criança é um misto do código do pai e da mãe e podem ocorrem algumas mutações durante o processo de passagem. Por isso, temos pais superdotados com filhos dentro da média e também filhos superdotados de pais com cognição mediana.

Artes: Musical ;Tá lembrado? O filme do grupo Village People, “Can’t Stop the Music”

Can’t Stop the Music” foi mais um daqueles filmes que vieram na esteira do sucesso da disco music e do mega-clássico “Os Embalos de Sábado à Noite”. O filme tinha tudo para dar certo – afinal de contas, era estrelado pelo divertido grupo Village People, que por si só já bastava uma ida ao cinema. Mas vários detalhes impediram o filme de ser um sucesso: além de ser péssimamente dirigido e ter uma história bem boba, ele foi lançado em 1980, uma época em que ninguém aguentava mais ouvir tanta disco music e até o Village People já estava com a bola bem baixa.
O fracasso de “Can’t Stop the Music” foi ainda um motivo maior de alarde da imprensa uma vez que ele foi produzido por ninguém menos que Allan Carr, o criador do histórico “Grease – Nos Tempos da Brilhantina”, que havia se tornado um sucesso mundial poucos anos antes. Depois de “Can’t Stop The Music”, Carr produziu “Grease Parte 2″, que embora também tenha sido bastante criticado e ficado bem abaixo da versão original, pelo menos fez um pouquinho de bilheteria a mais que a bomba do Village People.
Uma das estrelas principais de “Can’t Stop The Music” é o ator Steve Guttenberg, que viria a se tornar mundialmente famoso tempos depois com o filme “Três Solteirões e Um Bebê”. Steve interpreta um DJ de uma discoteca que sonha em fazer alcançar a fama como compositor. Um dia, ele decide montar um grupo com seis rapazes de um bairro nova-iorquino. A partir daí, o filme vira meio que uma biografia falsa do Village People, contando a trajetória deles de NY até a fama em São Francisco. “Can’t Stop The Music” foi lançado em DVD em 2002 e hoje vale a pena dar uma conferida só pra dar risada mesmo. E elas serão muitas!!
Macho Man
Body... wanna feel my body?
Body... such a thrill my body
Body... wanna touch my body?
Body... it's too much my body
Check it out my body, body
Don't you doubt my body, body
talkin' bout my body, body
check it out my body

Every man wants to be a macho macho man
to have the kind of body, always in demand
Jogging in the mornings, go man go
works out in the health spa, muscles glow
You can best believe that, he's a macho man
ready to get down with, anyone he can

Hey! Hey! Hey, hey, hey!
Macho, macho man (macho man)
I've got to be, a macho man
Macho, macho man
I've got to be a macho! Ow

Body, its so hot, my body
Body, love to pop my body
Body, love to please my body
Body, don't you tease my body
Body, you'll adore my body
Body, come explore my body
Body, made by God, my body
Body, it's so good, my body

You can tell a macho, he has a funky walk
his western shirts and leather, always look so boss
Funky with his body, he's a king
call him Mister Eagle, dig his chains
You can best believe that, he's a macho man
likes to be the leader, he never dresses grand

Hey! Hey! Hey, hey, hey!
Macho, macho man
I've got to be, a macho man
Macho, macho man
I've got to be a macho! (all right)

Ugh! Macho... baby!
Body, body, body wanna feel my body
Body, body, body gonna thrill my body
Body, body, body don'tcha stop my body
Body, body, body it's so hot my body

Every man ought to be a macho macho man
To live a life of freedom, machos make a stand
Have their own life style and ideals
Possess the strength and confidence, life's a steal
You can best believe that he's a macho man
He's a special person in anybody's land

Hey! Hey! Hey, hey, hey!
Macho, macho man (macho man)
I've got to be, a macho man
Macho, macho man
I've got to be a macho! (dig the hair on my chest)
Homem Macho
Corpo... quer sentir meu corpo?
Corpo... tamanha delícia meu corpo
Corpo... quer tocar meu corpo?
Corpo... é muito meu corpo
Veja só meu corpo, corpo
Não duvide de meu corpo, corpo
Falando sobre meu corpo, corpo
Veja só meu corpo

Todo homem quer ser um homem macho, macho
Para ter o tipo de corpo que sempre está em alta
Caminhada de manhã, vá, homem, vá
Malhar no spa, os músculos brilham
É melhor acreditar que ele é um homem macho
Pronto pra ir com quem ele puder

Hey! Hey! Hey, hey, hey, hey!
Macho, homem macho! (Homem macho)
Eu tenho de ser um homem macho
Macho, homem macho
Eu tenho de ser um macho! Ow

Corpo, é tão quente, meu corpo
Corpo, amo estalar meu corpo
Corpo, amo dar prazer ao meu corpo
Corpo, não provoque meu corpo
Corpo, você vai adorar meu corpo
Corpo, venha explorar meu corpo
Corpo, feito por Deus, meu corpo
Corpo, é tão bom, meu corpo

Você pode dizer a um macho que ele tem um andar ritmado
Suas calças de couro do velho-oeste sempre parecem imponentes
Ritmado com seu corpo, ele é um rei
Chame-o de Senhor Águia, enterre suas correntes
Você pode bem acreditar que, ele é um homem macho
Gosta de ser o líder

Hey! Hey! Hey, hey, hey, hey!
Macho, homem macho! (Homem macho)
Eu tenho de ser um homem macho
Macho, homem macho
Eu tenho de ser um macho! Ow

Ugh! Macho... baby!
Corpo... quer sentir meu corpo?
Corpo... tamanha delícia meu corpo
Corpo... quer tocar meu corpo?
Corpo... é muito meu corpo

Todo homem tem o dever de ser um homem macho
De viver uma vida livre, machos tomam um posto
Têm seus próprios estilos e ideais
Possuem a força e a confiança, a vida é um roubo
Você pode acreditar que ele é um homem macho
Ele é uma pessoa especial em qualquer terra

Hey! Hey! Hey, hey, hey, hey!
Macho, homem macho! (Homem macho)
Eu tenho de ser um homem macho
Macho, homem macho
Eu tenho de ser um macho! Ow