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1/30/14

Artes: Dramaturgia, TiTiTi

Ti Ti Ti


Ti Ti Ti
Logotipo da telenovela
Informação geral
FormatoTelenovela
Duração55 minutos
Criador(es)Cassiano Gabus Mendes
País de origem Brasil
Idioma originalPortuguês
Produção
Diretor(es)Wolf Maya
Fred Confalonieri
ElencoLuis Gustavo
Reginaldo Faria
Sandra Bréa
Marieta Severo
Tânia Alves
Cássio Gabus Mendes
Malu Mader
Paulo Castelli
Myrian Rios
Aracy Balabanian
José de Abreu
Nathalia Timberg
Lúcia Alves
Yara Cortes
Older Cazarré
ver mais
Tema de abertura"Ti Ti Ti", Metrô
Tema de
encerramento
"Ti Ti Ti", Metrô
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição480i (SDTV)
Transmissão original5 de agosto de 1985 - 7 de março de 1986
Nº de episódios185
Cronologia
Último
Último
Um Sonho a Mais
Cambalacho
Próximo
Próximo
Programas relacionadosTi Ti Ti (2010)
Elas por Elas
Plumas e Paetês
Brega & Chique
El amor está de moda
Ti Ti Ti é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no tradicional horário 
das 19 horas, entre 5 de agosto de 1985 e 7 de marçode 1986, substituindo Um Sonho a Mais e
 sendo substituída por Cambalacho, em 185 capítulos.1
Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes com colaboração de Luís Carlos Fusco e direção
de Wolf Maya e Fred Confalonieri.
Foi reapresentada pelo Vale a Pena Ver de Novo, entre 4 de abril a 21 de outubro de 1988,
substituindo Amor com Amor Se Paga e sendo substituída por Gabriela, em 145 capítulos.

Enredo

As rivalidades entre Ariclenes Almeida e André Spina, que vêm desde a infância, se tornam
 mais acirradas quando Ari resolve entrar no terreno profissional de André, um conceituado
estilista da sociedade paulistana, conhecido como Jacques Leclair.
Ari se infiltra no mercado da moda na pele do espanhol Victor Valentín, que vem ao Brasil
 para revolucionar o mundo da alta-costura. Ele é ex-marido de Suzana. Os modelos de
Ari/Victor são idealizados por Cecília, conhecida como Tia, uma doente mental que veste
 pequenas bonecascom classe e elegância. Só que Ari não sabe que Cecília é a mãe
desaparecida de André.
Para piorar essa competição, os filhos dos dois rivais, Luís Otávio (Luti), filho de Ari
, e Walkíria, filha de André, se apaixonam e precisam lutar por esse amor.
No outro lado da história, destaca-se Gabriela, moça pobre e de caráter duvidoso que
 trabalha no ateliê de Jacques Leclair. Ela é seduzida e depois desprezada pelo filho
do patrão, Pedro, um playboy com quem sua mãe, Marta, tivera um envolvimento.
Para se vingar, Gabriela finge-se de grávida, e a família do rapaz obriga-o a se casar.
Ela passa meses afirmando a falsa gravidez e fazendo Pedro passar por muitas
 humilhações, até que ele se apaixona por ela.

Elenco



Sandra Bréa como Jacqueline.

Marieta Severo como Suzana.

José de Abreu como Chico.

Aracy Balabanian como Marta.

Tato Gabus Mendes como Alex.
AtorPersonagem
Reginaldo FariaAndré Spina (Jacques Leclair)
Luis GustavoAriclenes Almeida (Victor Valentín)
Sandra BréaJacqueline Mendonça
Nathalia TimbergCecília Spina
Marieta SeveroSuzana Almeida
Aracy BalabanianMarta Morgado
José de AbreuChico
Cássio Gabus MendesLuti (Luís Otávio de Almeida Martins)
Malu MaderWal (Walkíria Spina)
Lúcia AlvesNicole
Tânia AlvesClotilde Assunção
Paulo CastelliPedro Spina
Myrian RiosGabi (Gabriela Morgado)
Adriano ReysAdriano Mendes de Morais
Yara CortesJúlia Spina
Older CazarréNatalino
Thaís de CamposAna Maria
Maria Cristina NunesGraça
Cleyde BlotaLídia
Rodolfo BottinoLupercínio (Bob)
Beth GoffmanEduarda Macedo
Tato Gabus MendesAlex
Guilherme FontesCaco
Regina RestelliSilvia

Elenco de apoio

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional

  1. "Ti Ti Ti" - Metrô (tema de abertura)
  2. "Já Fui" - Joe
  3. "Não Diga Nada" - Prêntice
  4. "Lobo" - Absyntho
  5. "Troca Troca" - The Fevers
  6. "Nada Por Mim" - Marina Lima
  7. "Dança das Horas" - Marcos Sabino
  8. "Manequim" - Ney Matogrosso
  9. "A Vida é Dura" - Demônios da Garoa (participação de Benito Di Paula)
  10. "Doce Prisão" - Joanna
  11. "Sintonia" - Tunai
  12. "Dança do Amor" - Tânia Alves
  13. "Lembranças" - Nélson Gonçalves (participação de Martinho da Vila)
  14. "Cidade Encantada" - César Camargo Mariano e Nélson Ayres

Internacional

  1. "Lover Why" – Century
  2. "Clouds Across the Moon" – Rah Band
  3. "Body to Body" – George Valde
  4. "Hello Stranger" – Carrie Lucas
  5. "Good Times" – F.R. David
  6. "Valentim" – Tito Velasquez
  7. "Rain Forest" – Paul Hardcastle
  8. "Nothing Rhymed" – Gilbert O’Sullivan
  9. "Hot Shot" – Jimmy Cliff
  10. "Hang On to Your Love" – Sade
  11. "The Reason Why" – Philippe Lawrence
  12. "Give a Little Love for Love" – The Stylistics
  13. "Does Anybody Knows Me?" – Lipps Inc.
  14. "I've Been Alone" – David Bryan
  • Sonoplastia: Jenny Tausz
  • Direção musical: Miguel Plopschi

Curiosidades

  • Com uma média geral de 153 pontos de audiência, fazem de Ti Ti Ti uma das novelas
  •  de maior audiência da televisão brasileira.
  • Os trejeitos afetados do personagem de Reginaldo Faria, Jacques Leclair, e o jeito de
  •  amante irresistível do personagem de Luis Gustavo, Victor Valentim, marcaram a novela.
  • Nos créditos da abertura, os nomes dos atores Luis Gustavo e Reginaldo Faria se 
  • alternavam diariamente na ordem de aparição no primeiro lugar.
  • Os títulos provisórios para novela foram Troca-troca e Alta-costura.

1/28/14

Sociologia:I ndícios para uma Sociologia dos móveis: sobre quando a ciência transborda.



Para quando algo nos atravessa e nos transborda, a Sociologia existe. E em primeiro lugar, a sociologia não é res acadêmica, ela existe e acontece fora da academia, assim como a língua se transforma na fala, antes que na escrita. A sociologia é uma forma de pensamento e criação apolínea para um conteúdo de sentido dionisíaco, a vida em sociedade. Assim, para fazer sociologia é preciso ter talento, não digo dom, que fique claro, e se calhar, ser um sujeito de gênio, nem que seja de gênio ruim, como se diz. Ao lado desta quase (in) vocação, é uma condição de existência, procurar reaprender a escrever, quiçá, qual um Machado de Assis, sendo exigente, se for possível, ou então, considere desistir, por que senão, será muito difícil, além de torcer para possuir uma veia anárquica, uma dimensão espiritual zen-budista e um misticismo pessoano, senão ao menos como saber compreendê-lo.


Para quando se dedicar aos estudos, é mister saber driblar as más traduções, passar através das fronteiras das línguas estrangeiras, e assim através das fissuras teóricas por meio das precariedades metodológicas, substancialmente sair dos escombros epistemológicos das ciências, deuses meus, das ciências humanas e sociais, só assim poderemos explodir, as atomizadas estruturas de conceitos e categorias logicamente aglutinadas em formas de textos, teses de departamentos universitários que nos impedem de hipotecar essa tia velha, que se tornou a sociologia acadêmica, esta filha caçula e bastarda da Modernidade.

Que por ainda não atingir a puberdade, não pode ainda se livrar do paternalismo dos três porquinhos, da ação preceptora da escola de Chicago, este blefe da imperialista ciência norte-americana, para encontrar-se como sua atualidade em terras menos dogmáticas e universidades subvertidas, para exprimir em forma manifesta seu teor de uma revolução subvertedora como uma faiscante centelha incandescente na dimensão perpendicular da espiritual alienação do mundo horizontal, de uma ideologia ocidental estacionária, neste bus stop em que a modernidade – ficção mal escrita – nos encalhou, numa história que o autor sem saber ver aonde vai dar, não pode continuar. 

Por isso, nos tornamos reféns de uma cultura das (re)tomadas, incessantes retornos à Grécia, depois ao Renascimento, ao primeiro modernismo das vanguardas que por isso, não são indícios de um novo tempo, mas sim os últimos sinais do que foi e o queria ser a civilização europeia centro-ocidental, que não foi mais nada depois das Guerras, e tornando-se um aparentemente conjunto labiríntico de escombros, e não um labirinto no sentido mítico de Dedalus, mas sim, um mundo empírico feito de ruas, avenidas e vielas. Por tudo isso, não haverá um novelo para nos conduzir para fora dessa fantasmagoria, por que ela foi construída por nossa inteligência racionalista instrumental, sobre a qual, só posso falar da arte, que mesmo absurda em alguns momentos, não parece assustada com os assombros da razão, esta que sublimada numa espécie de transe da loucura, foi apenas pelas artes conduzida ao nirvana.

É por esse conjunto, que se a sociologia quiser ser realmente necessária, ela tem que ser a precisa operação de uma razão nirvânica, deve elevar-se e ao homem no transe da razão alcançando, pela força gravitacional que rege as órbitas, a esfera em que se supere a reprodução, assim como na arte, que seja possível, não só repensar a sociedade, mas sim, e verdadeiramente, através de uma práxis da poiesis sociológica : 1) recriar; 2) reinventar e, só aí, fecundar e fundar uma vida sobre outros paradigmas, novos pressupostos e perspectivas genésicas e genéticas sociologicamente originais.

Neste momento, a vida social, se esfumaça diante do sociólogo, a modernidade enevoou as lentes, desfocou a luneta. O primeiro passo para a sociologia, agora, é o religare com a Literatura. Mas não aos modos da antropologia, mas como ao modo de escritura de um Guimarães pela sua vocação narrativa ou Ferrez, em seu realismo delirante, é preciso encontrarmos o grau zero da escrita sociológica. Os sociólogos, no seu afã de busca pela objetividade, distanciaram-se tanto da sociedade, que quando no retorno à ela, eles são tão estranhos à sociedade a que pertencem e ela tão diversa dos tipos ideias, que ele constrói para compreendê-la, que já se encontram suficientemente academizados que a desconhecem. Assim transformaram a sociologia, uma ciência em estado de anomia, por razões óbvias, em uma total anomalia intelectual, que virou um grande ornitorrinco do mundo científico, munindo-se de conceitos e formulações teóricas das mais variadas vertentes das ciências que se chegou ao ponto de encontra-se: 1) iludida pela modernidade; 2) confundida pela complexidade; 3) encastelada pela academia; 4) consumida pelo capitalismo.

É evidente que é preciso, na sociologia nascer alguém como o Niemayer foi para a Arquitetura. Já que o pensamento social europeu é senão uma panaceia, e em especial, os franceses são bons em si mesmos. Já que para um francês é fácil fazer sociologia relendo Durkheim, Levi Strauss, etc. não há como fazer pior. Nesse sentido, o Bourdieu construiu uma “jaula de ferro” para a sociologia moderna, tão estrutural e semântica, sintaticamente teórica que ao erguer as grades para o pensamento social, engendrou um não lugar para pensar reificadamente, um sem número de experiências sociais.

Os autores de uma velha sociologia, essa razão de temperamento sórdido, diante da qual só nos resta sermos irônicos, frente ao anacronismo de uma visão reduzidamente histórica, quase cômica, se a Modernidade não tivesse se tronado essa trágica experiência descontinua e transhistórica, em melhores termos, circular, cíclica. A conserva moderna se radicaliza em fantasmagoria, enquanto, paradoxalmente, se sublima e depura sedimentando fundações enferrujadas, extrapolando as barreiras legais e institucionais do capitalismo endógeno à modernidade.

A convulsão em forma de desgaste, tédio extraordinário de uma época parasitada pela retomada, pelo vintage que impede a fuga desse labirinto ideológico, psíquico, mas também material e miseravelmente monumental. O estruturalismo é a maior fraude moderna, já que as estruturas modernas estão em ruínas e suas causas e consequências são manifestas e seria demasiado cansativo expô-las aqui, apenas atento para a distorção do mundo real, como indicação da natureza dos fenômenos aos quais me refiro.

Por exemplo, se um mundo racionalizado, ou seja, pensado cientificamente pelo e para o individualismo, como se pode pensar ou observar uma sociedade em classes, grupos sociais, ou tribos identitárias? Ou seja, “toda tentativa de explicação histórica relativa esbarraria nas maiores dificuldades, e isto principalmente em razão daquele contraditório e raro sentimento coletivo de individualismo feroz que caracteriza sua gênese.”

O único aspecto, que importa hoje, é recobrarmos aquilo que nos distingue, a originalidade. Precisamos voltar a dar saltos, saltos qualitativos, o que a ciência evolucionista coisificou, já que a modernidade é, ou se tornou, a maior expressão da destruição da Europa por ela mesma, e isso amplificado ao mundo ocidental, e depois a todo o globo pelo imperialismo estadunidense. 

Entretanto, seguimos carregando traumas, os mais cruéis, principalmente a colonização em África, Ásia, Oceania e América Latina. Sobre esse abalo profundo, derivado de um esmagamento cultural, o escamoteamento da personalidade e temperamento autêntico dos povos desses continentes, desvirtuados de seus aspectos originários, de modo a serem levados à uma combinação aleatória e a contragosto de uns com os outros, com seus modos operandi e cosmovisões por vezes incompatíveis e tão diversas, esfaceladas e reestruturadas em infinitas diásporas, estas irremediáveis e irreversíveis.

Toda essa síntese multiétnica, assim como a síntese epistemológica dos “clássicos” foi senão, a apoteose decadente de tudo o que a sociologia podia fazer e não o fez. A teoria social hoje foi incapaz de superar a “tradição” em escombros na qual insistem em se sustentar os atuais esforços em ritmo de teorias ditas contemporâneas, que de atualizadas nada possuem, além do rótulo que orgulhosamente carregam e os estandartes acadêmicos atrás dos quais covardemente se encastelam dentro do espaço e do tempo corrompidos e vistos pela persiana mais alta da torre em que de forma utensilhável se inutilizam, pouco a pouco, ou diria, aos bocados. 

O intelectual pragmático se serve do banquete burocrático e inconfessadamente se desqualifica para a vida existente fora das redomas da corte fatigada das cabeças pensantes e pesadas pela ornamentação bibliográfica que se imobiliza nas transcrições mais inseguras de matrizes teóricas alheias e os mais gasosos métodos liquefeitos onde elas se dissipam sob a forma de uma reprodução assistida e insistentemente repetida nos últimos 200 anos. 

Transformando-se, dessa maneira a ciência, num sistema social imperialista, atestando uma cena vegetativa de uma intelectualidade em coma induzido pela razão instrumental que, não se preocupa com outra coisa, além da manutenção da sociedade estabelecida. Então para deixar visível a dinâmica ambígua que aspirando à uma hiperciência da Era Moderna, os esforços de tais sociólogos em adornar de efeitos semânticos e metafóricos as construções, ou melhor, reconstruções de seus modelos teóricos e em geral hagiográficos, se mostra improfícuos.

Meu pensamento me leva a Joseph Beuys e a sua noção de “escultura social” à procura de condensação e deslocamento. Essa é a única ortodoxia que conheço, em todo resto, sou heterodoxo, não liberal, mas como dizem, libertário, ou seja, um mosaico mental, onde a sociologia deve construir uma obra habitável e sensível, mas não só, também orientada por um gravidade de ser ao mesmo tempo radar e satélite, e o fato social um ponto móvel capaz de ser capitado por um Gps sociologicamente fundamentado – nisto consiste a verdadeira sociologia. 

Uma obra sociológica que, sob o efeito da impulsão da energia estética da descarga do relâmpago a um só tempo rígido e antiacademicista, seja capaz de plasmar um vetor criativo, no qual o melhor será sempre aquele algo que nos ensina o equilíbrio e a radicalidade combinadas numa potência intelectual transformadora capaz de romper as estéreis premissas e as fraturadas estruturas modernas, com fissuras tão latentes que a seiva escorre como um sangramento fetal.

Hoje em dia, somos obrigados a reconhecer Z. Bauman como referencial teórico para a sociologia, não há nada mais absurdo (!) do que estes intelectuais sectários adotados por seitas partidárias e grupos decadentes organizados por trás, ou na frente, de estruturas engessadas, que ossificam a descontinuidade e negam a circularidade ignorando a SOCIOLOGIA DOS MÓVEIS, a meu ver já tão evidente quanto as deficientes, inábeis e imprevidentes formas sociológicas instituídas, em franca bancarrota e já distantes de alguma chance de amortização de sua dívida com a sociedade.

Assim, a ineficiência da administração ou da economia em lidar com questões sociais, ou as contradições e a alma corrompida da ciência política, o imperialismo e o espírito colonialista da antropologia, sucumbem diante da falência da história, do jugo do totalitarismo das ciências duras, tudo isso se apresenta frente à sociologia, que tratou de complexificar os fragmentos, ou seja, torná-los impossivelmente reorganizáveis, e desde então se passou a tentar classificar, discriminar os homens e a humanidade em classes, raças, castas, etc. nunca mais encontrando um ponto comum no universo da ordem social, depois da sociedade moderna, que antes era arrebanhada em tribos, feudos, clãs, etc.

Antes do capitalismo de grandeza multiescalar, as sociedades em estado anímico. Depois ergueram os três porquinhos, suas casas, pouco ou a pouco, inabitáveis, fica-nos a questão: em qual tenda nos abrigar? Entre os três, quem sabe eu me pareça mesmo é com G. Simmel, que antes mesmo de Bourdieu e seus estudos sobre arte, o alemão fez do Rembrandt uma exemplo de antinomia. Entre o positivismo comteano ou materialismo histórico, o primeiro, pai mental do Durkheim, enquanto Weber vai aos poucos se neutralizando a si mesmo, tornado-se um expurgo ideal, a não ser pela sua religiosa visão sobre como os luteranos tinham uma vocação pra além-cristo e aquém-líder carismático, de guardar dinheiro. Eu estou mesmo é interessado em tipos móveis, desterritorializados, autônomos, mas, sobretudo prudentes e sóbrios distantes de engajamentos alienados e escolhas alienantes, vejo de forma eminente, os albores de uma nova sociologia no Brasil, uma sociologia por dignidade latino americana, criada pela nossa realidade para a compreensão de uma realidade maior, o mundo social, político e cultural, de forma imprudente, produzido pela modernidade, essa madrasta. 

*Camillo César Alvarenga é estudante do bacharelado em Ciências Sociais na UFRB. Escreve com frequência em

História da Música:Wind of Change


Wind of Change
Tempos de Mudança no Leste Europeu 

Capa do álbum da banda Scorpions. 




Gorky Park durante o rigoroso inverno russo.



Queda do Muro de Berlim em 1989.





Wind of Change é um disco single de 1990 gravado pela banda alemã Scorpions. A balada foi escrita por Klaus Meine, inspirando-se nos "ventos de mudança" que atingiam a Europa, com a Guerra Fria terminando, o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. A música foi lançada no álbum Crazy World em 1990, e regravada nos discos recentes Moment of Glory que teve participação da Filarmónica de Berlim no disco Acústico em 2001.
A banda também gravou uma versão em russo dessa canção, sob o títuloВетер Перемен (Veter Peremen) e outra versão em espanhol chamada Vientos de Cambio.
A canção é o décimo single mais vendido em todos os tempos na Alemanha. O Gorky Central Park de Cultura e Lazer é um parque monumental em Moscou em homenagem aos escritor Máximo Gorky.
A letra celebra as mudanças políticas ocorridas no Leste Europeu naquela época - como as discussões políticas que levaram a queda do Muro de Berlim, e o retorno da democracia nos países que faziam parte da bloco socialista sob a liderança da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, e o iminente abrandamento e colapso final da Guerra Fria. 
Imagem do rio Moskva.


Moskva é o nome do rio que atravessa Moscou, e o Gorky Park é um parque da cidade. A banda Scorpions inspirou-se para escrever esta canção em uma visita que fez a Moscou em 1989 e assim incluiram referência a paisagens naturais e urbanisticas da cidade na letra da canção. 


CONTEXTO HISTÓRICO
Nos anos 80 começava a se configurar o quadro político internacional que viria a culminar no fim da Guerra Fria, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, em 1989. O fim do muro foi resultado do intenso processo de reformas na União Soviética, iniciado em 1985 pelo dirigente Mikhail Gorbatchev.
No plano econômico, Gorbatchev instituiu a Perestroika, ou Reconstrução, buscando novas formas de conduzir a economia soviética. No plano político, retomou negociações para colocar fim à corrida armamentista. Internamente, libertou opositores do regime, viabilizou o abrandamento da censura e permitiu que os problemas fossem discutidos abertamente pela população. As reformas iniciadas em Moscou logo se refletiram na Europa socialista, onde os movimentos democráticos ganharam força para mudar todo o panorama político do antigo bloco soviético. Esse processo iniciado por Gorbatchev culminou no fim da própria União Soviética, em 1991. A partir daí, os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria, tornaram-se a única superpotência mundial e encontraram novos inimigos contra os quais lutar, como os fanáticos do Islã, de um lado, e os narcotraficantes, de outro lado. Ou seja, novos elementos para a mesma fórmula do Bem e do Mal dos tempos da Guerra Fria. É um mundo que enfrenta novos problemas, como o ressurgimento de conflitos nacionais e étnicos; a disputa entre blocos econômicos; e as grandes máfias que controlam o crime organizado internacional. Para entender esse mundo temos de voltar nossos olhos ao passado recente e fazer uma reflexão que, talvez, nos indique o caminho para um futuro melhor. 



Scorpions - Wind of Change
Bad For Good: The Very Best of Scorpions, 20th Century Masters - The Millennium Collection: The Best of Scorpions, Crazy World


I folow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
An August summer night
Soldiers passing by
Listening to the wind of change
The world is closing in
Did you ever think
That we could be so close, like brothers
The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
in the wind of change
Walking down the street,
Distant memories
Are buried in the past, forever
I folow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
in the wind of change
The wind of change
Blows straight into the face of time
Like a stormwind that will ring
The freedom bell
For peace of mind
Let your balalaika sing
What my guitar wants to say
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow share their dreams
With you and me
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
in the wind of change.


Wind of Change(1990)
Scorpions - Wind of change (Ventos da mudança)
Bad For Good: The Very Best of Scorpions, 20th Century Masters - The Millennium Collection: The Best of Scorpions, Crazy World

Até o Parque Gorky
Escutando o vento de mudança
Uma noite de verão de Agosto
Soldados ignorando
Escutando o vento de mudanças
O mundo está se aproximando
Você já pensou
Que nós pudéssemos estar tão perto, como irmãos
O futuro está no ar
Eu posso sentir isto em todos lugares
Soprando com o vento de mudanças
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã sonham no vento de mudanças
Caminhando rua abaixo
Recordações distantes
Estão enterradas no passado para sempre
Eu segui o Moskva
Até o Parque Gorky
Escutando o vento de mudanças
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã compartilham seus sonhos
Com você e eu
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã sonhamno vento de mudanças
O vento de mudanças
Soprando diretamente na face do tempo
Como uma tempestadeque tocará a campanhia de liberdade
Para a paz da mente
Deixe sua balalaica* cantar
O que meu violão quer dizer
Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã compartilham seus sonhos
Com você e eu Leve-me para a mágica do momento
Em uma noite gloriosa
Onde as crianças de amanhã sonham
no vento de mudanças
*instrumento de origem russa