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9/18/13

História da música: Mika

Michael Holbrook Penniman Jr., conhecido no mundo da música como Mika, é um cantor pop naturalizado britânico. Mika deixou seu país de origem, o Líbano, com um ano de idade.
Nasceu em Beirute, de pai norte-americano e mãe libanesa. Filho do meio dentre cinco, Mika e a família viram-se obrigados a deixar o seu país natal devido à situação de conflito e partiram para Paris quando ele tinha apenas um ano de idade. Mudaram-se, novamente, desta vez para Londres, na altura dos seus 9 anos de idade, após seu pai ter sido raptado no Kuwait durante a Guerra do Golfo. Em Londres, frequentou inicialmente o Lycées Français Charles de Gaulle, no entanto, devido ao seu problema de dislexia, foi vítima de incompreensão por parte dos professores e também de maus-tratos por parte dos seus colegas (bullying), fato que o levou a mudar para um colégio britânico.
Seu contato com a música começou cedo. Aos onze anos já gravava publicidade e participou, a cargo da sua professora de música, de uma ópera chamada Die Frau ohne Schatten, de Strauss. Devido à grande variedade de influências musicais que recebeu em toda a sua vida, Mika tem hoje um reportório que se pode definir como uma mistura de todas essas influências. Desde Prince e Metallica à música clássica que conhecera na ópera, passando pelos traços islâmicos trazidos do Médio oriente. No entanto, o que mais encanta das características de Mika é a sua voz, muito comparada a de Freddie Mercury.
Excêntrico em palco e com um ritmo dançante, leva o público ao delírio quando aplica tons mais altos e agudos na sua voz.
Durante cinco anos tentou, em vão, entrar no mercado da música. Com um estilo muito diferente e arrojado, diferente de tudo o que hoje em dia se vende, Mika foi, por várias vezes, rejeitado pelas gravadoras. Essa relação não tão boa com as editoras inspirou-o a escrever a letra de “Grace Kelly”, o seu primeiro vídeo de divulgação, onde ele critica a editora britânica à qual estava ligado, pelo fato desta, segundo ele, o querer a todo o custo moldado para um estilo mais comercial.
Grace Kelly
Cantando desde temas melodramáticos a ironias divertidas, as suas letras cantam a vida do ser mais comum, ao contrário da maioria que, segundo ele, “só cantam histórias de amor, com meninas ricas e bonitas que andam em bons carros”.
Nascido em 1983,  Mika é o novo fenômeno do Pop. Mica Penniman lançou seu primeiro álbum no ano de 2007, intitulado Life in Cartoon Motion.
O maior sucesso do álbum se chama Grace Kelly, no entanto, conhecer somente esta música é muito pouco diante da qualidade artística que o músico apresenta em todo o seu álbum.
Mika entende de música, canta alcançando notas extraordinárias e traz em suas músicas uma musicalidade de qualidade em torno de um ritmo simples: o Pop.
Suas qualidades não acabam por aí. O cantor tem visão e percepção do meio em que está atuando. Mika é criativo, sua originalidade aparece em seus clips e seus shows, alguns podem ser vistos em seu sites.
Em 2009, Mika surpreendeu os seus fãs com um concerto surpresa, em Los Angeles. Foram apresentadas quatro músicas inéditas (Blame It On The GirlsGood Gone GirlToy Boy e Blue Eyes) que estão no repertório do seu  álbum , primeiramente chamado de We Are Golden.
We are golden
Em julho, o primeiro single, We Are Golden, do álbum foi disponibilizado na internet, juntamente com o videoclipe da música. Em agosto, o título do álbum foi trocado para The Boy Who Knew Too Much.
Assim como seu primeiro album, Mika segue trabalhando em cima do tema diversão. Seus clips e suas músicas são divertidas e lembram as velhas canções da Disney.
Mika fez todo um estudo em cima dessa musicalidade encantandora. Para saber como aconteceu este processo, em seu site há uma sequencia de vídeos que ele grava semanalmente contando como acontece o seu processo de criação e gravação, além das brincadeiras de rotina que aconteceram no estúdio localizado em Los Angeles, onde ele tem trabalhado há vários meses.
Lollipop é uma das canções de seu primeiro álbum que ilustra bem o tema adotado pelo músico nas últimas criações do site e álbum.
Lollipop
Blame It On The Girls
Good Gone Girl – official video
Toy Boy
MIKA Explains Blue Eyes
“Blue Eyes” at the Roxy – Mika
Videos que inspiraram Mika:
Elle  me dit
Sucesso na internet, na televisão e em todos os lugares, “Elle me dit” se tornou um de seus maiores sucessos. Com essa música, o intérprete de “Relax, Take It Easy” correu o “risco” de cantar pela primeira vez em francês, apesar de sua comitiva ter dado uma opinião desfavorável.
Um título escrito com seu amigo Doriand pela vontade repentina de criar depois de mais de um ano sem pegar em uma caneta, precisou de tempo e inspiração durante sua maratona de turnês: “Como eu tive vontade de escrever em francês, depois de muito tempo, eu telefonei para o meu amigo Doriand, que é autor, e lhe perguntei se ele queria passar uma semana em estúdio comigo. Em fevereiro, sem preparação particular, nós fomos à La Fabrique em Provence. Escrevíamos durante o dia e, à noite, eu dormia em uma cama no estúdio. Em três dias nós escrevemos “82 rue des Martyrs”, “Blame It On The Weather” e “Elle Me Dit”. De repente, depois de 12 meses sem inspiração, as músicas vinham assim sem explicação e eles eram boas”, explica Mika.
Blame it on the weather – Mika
MIKA – Karen (82 rue des Martyrs)
Relax, Take It Easy

Rain




 Origin Of Love
Make You Happy
Mika – Underwater
 ”Underwater”, pertence ao terceiro disco do músico – “The Origin Of Love” e sucede os clipes “Origin of Love”, “Make You Happy” e “Celebrate”.
Na história, Mika ilustra seu sentimento pela pessoa amada mostrando que a sensação é tão forte que é possível até respirar debaixo d’água.
As cenas em ‘alto-mar’ são representadas por tecidos agitados e depois de uma tempestade, o que ele tanto guardava – uma esfera de luz – cai no mar, a partir daí começa uma busca desenfreada para tentar resgatá-lo.
No videoclipe, o cantor aparece navegando em um pequeno barco sobre as águas caracterizadas por tecidos azuis, onde ele tenta sobreviver e manter-se, em meio a uma tempestade, mas acaba sendo submerso. Junto com ele está um tesouro, que ele tenta proteger, mas o mesmo acaba sendo levado por criaturas marinhas e ele é deixado sozinho.
Assista o videoclipe de “Underwater” abaixo:
The Making of Heroes
Heroes – Casino De Paris – 13.11.2012
 Qual é a direção musical considerada? Mika é muito explícito quanto a esse assunto, revelando suas inspirações e as temáticas abordadas para seu próximo disco. “Eu encontrei o conceito. Fui escrever 12 canções de amor, cada uma de uma honestidade tão brutal quanto possível. Não tenham medo, vocês não vão ouvir sintetizadores nesse disco. Eu queria fazer canções de amor como nunca existiram antes. Durante, eu tinha um pouco da loucura dos grandes, mas depois de tudo, por que não? Se eu não me permitisse fazer isso, então não me restaria nada além de me prender no medo. Eu prefiro ser um príncipe do que me sentir como um prisioneiro.”
Dias  após divulgar um clipe com uma de suas novas músicas, o cantor pop Mika divulgou mais uma das faixas que estarão em seu terceiro álbum de estúdio, The Origin of Love.
Celebrate conta com a participação do cantor Pharrell Williams, foi o primeiro single do novo álbum.
Celebrate (feat. Pharrell Williams)

Celebrate ft. Pharrell
Mika já cantou com muita gente…

Popular Song ft. Ariana Grande
MIKA vs. RedOne – Kick Ass (We Are Young)
Ele virou até garoto propagando da Hugo
O site de Mika  é atualizado semanalmente com vídeos e informações novas, como o próprio garante no vídeo (número 30) da reinauguração do site.
O site segue a linha criativa do músico, com vários recursos para interagir com os demais fãs dele e, inclusive, com o próprio Mika.
A percepção de Mika, provavelmente por ser um músico um tanto novo, diante das novas mídias, como a internet, é admirável.
Uma prova disso é a forma que ele tem adotado para divulgar seu trabalho. Em abril deste ano Mika saiu com uma van se sorvetes por Beverly Hills e distribuiu sorvetes de graça, acompanhados de uma pulseira que daria entrada a um show surpresa que aconteceria no sia seguinte.
O vídeo de como foi realizada essa ação mostra parte de sua originalidade:
Mika é cool! Mika quer interatividade. Uma prova disso é a promoção lançada pelo site propondo que os fãs fizessem uma nova versão para o clip We Are Golden, competindo para receber a visita de Mika como um dos premios oferecidos pela promoção.
Mika possui blog no You Tube, MySpace e também pode ser seguido no Twitter: @mikasounds

Fotos: Ricardo Matsukawa / Terra
Mika veio pela primeira vez ao Brasil, no ano de 2010, sendo um artista convidado a participar do Festival Planeta Terra. O show aconteceu dia 19 de Novembro de 2010. Mika disse em entrevista, que ficou emocionado ao ver que o público conhecia suas músicas. Apesar ter sido uma participação pequena, que contou com músicas de ambos álbuns de Mika (Life in Cartoon Motion e The Boy Who Knew Too Much), o show foi considerado um dos melhores de toda a noite, e por muitos sites como  o da Revista Veja, o melhor.
Nos primeiros acordes de Relax, Take it Easy, Mika teve uma recepção pra lá de calorosa de seus seguidores com gritos ensurdecedores. O cantor retribuiu com uma abertura de show explosiva e dançante.
“Boa noite São Paulo, estão prontos para cantar e dançar?”, perguntou antes da segunda música, Big Girl, que teve a participação de dançarinas com grandes cabeças de boneco e até uma gigante perna feminina inflável.

Além dos hits, que fizeram todo o público pular e dançar, como Blue Eyes, Mika ainda contou com as projeções em 3D lançadas em toda a extensão do Sonora Main Stage, deixando o público boquiaberto. Dando uma aliviada no setlist, o cantor foi ao seu florido piano para tocar Billy Brown, cantada em coro.
Mika pulou, correu e se divertiu em cima do piano
Depois de atacar com a agitada Blame it on the Girls, Mika apresentou seus músicos e partiu para o piano mais uma vez. Neste momento, o cantor mostrou toda sua potência vocal e versatilidade de timbres na hora de Happy Ending, cantada em uníssono e com um final emocionante. Mika teve seu timbre de voz muitas vezes comparada com o lendário Freddie Mercury, líder da banda Queen.
Mika – Happy Ending (Planeta Terra 2010 SP)
Claro que para terminar em grande estilo, Mika guardou na sua manga os hits que o consagraram como um dos grandes artistas pop da nova geração. A sequência infalível deLove TodayWe Are GoldenGrace Kelly e Lollipop levou seus fãs à loucura e transformou definitivamente o Sonora Main Stage em uma grande pista de dança.
Love Today (Planeta Terra 2010 SP)
Mika – Grace Kelly (Planeta Terra 2010 SP)
Em We Are Golden, Mika fez mais uma performance. O cantor “matou” seus músicos simulando uma arma com as mãos e fazendo o som de tiro com a boca. Para o final, guardou sua baterista, a quem apelidou de “la favorita”, que emendou um rápido solo.
Em uma atração a parte, algumas daquelas tradicionais bolas coloridas do Playcenter surgiram para o público se divertir. Batendo em latas, junto com seus outros integrantes, Mika puxou coro em Lollipop e se despediu do Brasil com um tímido “obrigado”, bem diferente de seu show pra lá de contagiante.
Mika presentou os fãs com a extravagância habitual de suas apresentações.
O cantor apresentou um cenário luxuoso.
Os fãs ficaram iluminados com o jogo de luzes da apresentação de Mika.
O público vibrou com a energia contagiante de Mika
Dois meses após o show, foi publicado no site  da Globo uma possível entrevista na qual dizia que Mika estava passando uma pausa entre a turnê e a gravação de seu novo CD, The Origin Of Love, no Brasil e que Mika havia cogitado comprar um apartamento no Rio de Janeiro.

Literatura: Escolas literárias ou estilos de época

   


 A literatura reflete e revela de modo não explícito os valores,costumes e realizações de uma determinada época, na medida em que os autores viveram esses períodos. Ou seja, o escritor é um observador/cronista do seu tempo, e sua obra é um testemunho disso. As mudanças históricas refletem-se de modo profundo na literatura: mudanças de valores, de opiniões e de fatos marcam sua história. Mudanças essas que determinam diferentes estágios, diferentes características.
    A isso, em literatura, damos o nome de Escolas literárias: um período, dentro da história, com características próprias, do ponto de vista estético( formal) e do ponto de vista do conteúdo ( pensamentos e ideias), que transmitem os pensamentos e idéias que caracterizam aquele período histórico.

Inglês: países e nacionalidades

Lista de paises e nacionalidades em inglês

Country - País

Nationality - Nacionalidade

Language - Língua

England - Inglaterra

English - inglesa

English - inglês

United States - Estados Unidos

American - americana

English - inglês

Canada - Canadá

Canadian - canadiana

English - inglês 
French - francês

Australia - Austrália

Australian - australiana

English - inglês

New Zealand - Nova Zelândia

A New Zealander - da Nova Zelândia

English - inglês

France - França

French - francesa

French - francês

Germany - Alemanha

German - alemã

German - alemão

The Netherlands (Holland) - Países Baixos (Holanda)

Dutch - holandesa

Dutch - holandês

Spain - Espanha

Spanish - espanhola

Spanish - espanhol

Portugal - Portugal

Portuguese - portuguesa

Portuguese - portugês

Italy - Itália

Italian - italiana

Italian - italiano

Greece - Grécia

Greek - grega

Greek - grego

Finland - Finlândia

Finnish - finlandesa

Finnish - finlandês

Sweden - Suécia

Swedish - sueca

Swedish - sueco

Norway - Noruega

Norwegian - norueguesa

Norwegian - norueguês

Denmark - Dinamarca

Danish - dinamarquesa

Danish - dinamarquês

Russia - Rússia

Russian - russa

Russian - russo

Poland - Polónia

Polish - polaca

Polish - polaco

Japan - Japão

Japanese - japonesa

Japanese - japonês

China - China

Chinese - chinesa

Chinese - chinês

South Korea - Coreia do Sul

South Korean - sul-coreana

Korean - coreano

India - Índia

Indian - indiana

Hindi – hindi

Pakistan - Paquistão

Pakistani - paquistanesa

Urdu – urdu

Iraq - Iraque

Iraqi - iraqueana

Arabic - arábico

Iran - Irão

Iranian - iraneana

Persian - persa

Turkey - Turquia

Turkish - turca

Turkish - turco

Brazil - Brasil

Brazilian - brasileira

Portuguese - portugês

Mexico - México

Mexican - mexicana

Spanish - espanhol

Argentina - Argentina

Argentinian - argentina

Spanish - espanhol

Egypt - Egipto

Egyptian - egípcia

Arabic - arábico

South Africa - África do Sul

South African - sul-africana

English - inglês 
Afrikaans - africâner


historia da música: beautiful girl sean kingston

Ben E. King: obviamente dá pra apostar que ele não imaginava que seu maior hit, "Stand by Me", seria revisitado por John Lennon e transformado por Sean Kingston em uma canção completamente nova e com a cara do terceiro milênio
Ben E. King: obviamente dá pra apostar que ele não imaginava que seu maior hit, “Stand by Me”, seria revisitado por John Lennon e transformado por Sean Kingston em uma canção completamente nova e com a cara do terceiro milênio
É óbvio que, em 1961, quando Ben E. Kinglançou a canção “Stand by Me” em formato de single para suceder seu primeiro disco solo, o cantor de soul recém-saído do grupo The Drifters sequer imaginava o enorme e inusitado caminho que sua mais famosa criação percorreria pelas décadas seguintes. Composta pelo norte-americano King, junto com os co-autores Jerry Leiber e Mike Stoller, a música fez tanto sucesso na época que acabou reeditada no álbum Ben E. King Sings for Soulful Lovers, de 1962. Pudera: até hoje é difícil explicar a mágica da canção, que, de tão romântica, parece falar de amor enquanto, na verdade, versa sobre a amizade – não por acaso, ela acabou como trilha do aclamado filme adolescente Conta Comigo (Stand by Me, no original; 1986). Isso sem falar na melodia e na levada, ambas simples, porém hipnotizantes, elegantemente decoradas com um arranjo orquestrado que dá um tom sublime ao produto final. E o que dizer da inconfundível linha de baixo que conduz toda a canção e que acabou se tornando uma marca registrada? E da voz  de King, poderosa e ao mesmo tempo doce? Enfim, um clássico absoluto que agradou, agrada e continuará a agradar às mais variadas audiências.
ORIGINAL – BEN E. KING – STAND BY ME (1961)

Ponto.
Abre parágrafo.
Estamos agora em 1975, e o ex-Beatle John Lennon, já vivendo em Nova York desde 1971, decide lançar um disco composto apenas por versões, recheado de músicas que gravitavam relativamente próximas à órbita do rock (passeando descompromissadamente também pelo soul e pelo R&B). Honestamente intituladoRock ‘n’ Roll, o álbum trazia, entre outras interpretações pitorescas e preciosas (como “Be-Bop-A-Lula” e “Sweet Little Sixteen”), uma releitura bastante visceral de Lennon para a já (à época) clássica “Stand by Me“. Apesar do arranjo bem mais econômico e da performance vocal/emocional  puxada para o agridoce de Lennon, a homenagem do ilustre cidadão de Liverpool (que, ao início da faixa, confessa saber a letra de cor desde seus 15 anos de idade) a King saiu tão boa que até hoje provoca dúvidas em muita gente sobre a verdadeira autoria da canção.
ORIGINADA – JOHN LENNON – STAND BY ME (1975)

Próximo capítulo.
Ao longo das décadas posteriores, “Stand byMe” seguiu ocupando confortável e merecidamente seu posto entre os inúmeros clássicos da música pop a figurar, em tempos mais recentes, naquelas coletâneas do tipo oldies but goodies. Isso até o ano de 2007 (talvez antes mesmo disso, mas sigamos com o exemplo), quando se juntou à incomensurável lista de produtos da indústria cultural abraçados pela dimensão mais, digamos, reinterpretativa, dessa nossa cultura de terceiro milênio. Naquele momento da história, sabe-se lá como, a canção que pintava uma amizade inabalável nos anos 1960 serviu de alicerce para um lamento pra lá de contemporâneo (e extremamente grudento) sobre as tendências suicidas que supostamente se apossam dos garotos “comunzinhos” que conseguem provar a sensação de estar com uma garota bonita até que ela, eventualmente, lhes dá um vigoroso pé na bunda.
A cena escalafobética é cortesia do garoto jamaicano Sean Kingston, que, retrabalhando levemente a base instrumental de “Stand by Me“, deu à luz o hit “Beautiful Girls“, presente em seu debute homônimo Sean Kingston (2007), lançado quando o cantor de rap pop tinha apenas 17 anos. E, pensando especialmente na idade do rapaz, tenha ele sido ajudado por produtores mais experientes ou não, a música resultante do cruzamento entre uma sequência de samplers nascidos 50 anos antes e o talento malaco-prodígio e a letra inteligente do estreante tem mais que só um punhadinho de méritos. Na época em que ganhou as ruas (e até por um bom tempo depois disso), “Beautiful Girls” foi um estandarte pop virtualmente onipresente em rádios comerciais e nas infames coletâneas “queimadas” de qualquer jeito em CD-R e reproduzidas (geralmente) em altíssimo volume por sistemas de som automotivos exageradamente dimensionados – coisa que não se alcança somente com jabá ou com a insistência dos departamentos comerciais das FMs.
É claro que hoje chega a ser vergonhoso (para quem se importa com a vida útil dos singles comerciais, seja lá o que for isso) escutar publicamente o sucesso de Kingston (que, por sinal, nunca mais emplacou nada digno de nota), mas isso não minimiza, de maneira alguma, o poder pop da canção que, intencionalmente ou não, trotou alegremente por uma trilha em que já pisara John Lennon e o próprio “pai da criança”, Ben E. King. A vida é mesmo uma loucura.
ORIGINADA – SEAN KINGSTON – BEAUTIFUL GIRLS (2007) – Sampleou a canção original

Fim.
Postscript.
Em 2008, um ano depois de Sean Kingston, a “Stand by Me” original ganhou outra homenagem, muito mais literal, mas igualmente adaptada aos tempos atuais. Em uma iniciativa organizada pelo movimento Playing for Change- criado para “inspirar, conectar, e trazer paz ao mundo através da música” -, primeiro projeto do grupo, aliás, a canção ganhou a forma de uma versão constituída pela combinação de trechos da música executados por diversos músicos de vários lugares do mundo (de profissionais a artistas de rua), munidos de inúmeros instrumentos. O resultado, além de extremamente competente do ponto de vista musical, é pra lá de emocionante. Dá uma conferida aí embaixo.
BÔNUS TRACK – PLAYING FOR CHANGE – STAND BY ME (2008) – Projeto colaborativo com músicos do mundo todo

Até a próxima!